SAD do Santa Clara reclama dívida a empresa de Ozun

SAD do Santa Clara reclama dívida a empresa de Ozun

Em causa está uma verba que ficou bloqueada numa conta pertencente ao ex-acionista e que não foi devolvida. A atual administração da SAD do Santa Clara colocou a Heroes Vertigo em tribunal e exige à empresa que detinha 7,2% das ações dos açorianos uma verba superior a um milhão de euros.

A Santa Clara Açores - Futebol SAD recorreu aos tribunais para ser ressarcida de uma verba superior a um milhão de euros devida pela empresa Heroes Vertigo Unipessoal. A execução ordinária deu entrada no Tribunal da Comarca dos Açores no passado dia 28 de setembro e, no total, a SAD açoriana reclama um valor de 1 013 641,83 euros à empresa que até ao passado dia 22 de julho detinha 7,2% da SAD, e que é liderada pelo ex-presidente da SAD açoriana, Ismail Uzun.

Ao que O JOGO conseguiu apurar, esta ação estará relacionada com a transferência de fundos da SAD para a empresa Heroes Vertigo, designadamente, cerca de 450 mil euros no passado dia 3 de dezembro de 2021, para posterior transferência para a sociedade Capital United (uma off-shore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, e cujo diretor e um dos acionistas é Glen Lau, antigo acionista da SAD do Santa Clara). Esse saldo pertence à SAD e ficou, entretanto, bloqueado na conta bancária da Heroes.

A ausência deste crédito nas contas foi detetada no decorrer da auditoria pedida por Bruno Vicintin, atual acionista maioritário, durante as negociações de compra das ações que eram detidas pela Heroes Vertigo (7,2%) e a Azul Internacional (48,6%), e que foram posteriormente adquiridas pelo empresário brasileiro.

Esta dívida foi reconhecida pelo anterior presidente da SAD, que se comprometeu a liquidar os valores num prazo acordado com a nova administração. Esse prazo para o pagamento foi entretanto ultrapassado, o que levou a SAD a avançar para as instâncias judiciais. O objetivo é reaver a verba, sendo que agora a Heroes Vertigo, além dos cerca de 450 mil euros já devidos, terá de pagar mais de 500 mil euros, como ficou estabelecido na confissão de dívida assinada por Ozun.