Costinha em entrevista a O JOGO: "Este grande clube deu-me a mão"

Costinha em entrevista a O JOGO: "Este grande clube deu-me a mão"
Melo Rosa

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ENTREVISTA >> Costinha, que no sábado se estreou pela Seleção de sub-21, quer, para já, contribuir para um campeonato tranquilo de uma equipa que "nos próximos anos" voltará a lutar pela Europa

Costinha, jogador de 22 anos, que no sábado se estreou pela Seleção Nacional de sub-21, na Covilhã, contra a Geórgia, era, inicialmente, ponta de lança, passou depois para médio e é lateral direito desde que está no Rio Ave.

Quando chegou ao Rio Ave, em 2017, passou-lhe pela cabeça ter a oportunidade de ser titular indiscutível no campeonato principal?

Tinha o sonho de jogar na equipa principal, como, de certeza, a maior parte dos jogadores da formação do Rio Ave. As coisas não estavam a correr muito bem até chegar cá. O Rio Ave deu-me a oportunidade e a partir daí comecei a jogar com regularidade.

Deve, por isso, muito a este clube com quem tem contrato até 2026?
Claro. Também fiz por merecer, mas este grande clube deu-me uma mão porque me ajudou muito. Fui dispensado do Braga e, passado quatro meses e meio de aqui estar, fui à Seleção Nacional de sub-18.

O que é que ganhou mais com a experiência na II Liga em que foi titular em 31 jogos no campeonato, fez três golos e cinco assistências?
Ganhei a experiência de jogar numa equipa principal. Em 200/21, quando descemos, tinha jogado pouco na I Liga. O modelo de jogo do nosso treinador também contribuiu para o meu crescimento. Jogarmos com cinco defesas, e ter de fazer a ala inteira ajudou à minha projeção e fiquei mais preparado para a I Liga.

A época que fez na II Liga serviu para confirmar que tem capacidade para atingir outros patamares?
É uma dificuldade extrema na II Liga, as equipas que estão mal classificadas provocavam-nos muitas dificuldades, são equipas chatas e deu-me algumas ratices que o futebol também exige.

A vitória ao FC Porto foi a primeira da sua carreira diante de um grande. Como é que foi possível?
Foi um grande jogo da nossa equipa e foi possível com muito trabalho, dedicação e agressividade. Teve um grande significado para mim por ter sido a primeira vitória diante de um grande, ainda por cima o campeão nacional, e perante os nossos adeptos.

O Rio Ave voltar à Europa é uma utopia ou poderá ser pensada a curto ou médio prazo pelas condições que vos oferecem?
Num passado não muito distante, o Rio Ave habituou-nos a sonhar com o regresso às provas europeias. Como subimos agora de divisão, o grande objetivo, esta época, é fazer um campeonato tranquilo. Temos de ter calma, mas acredito que nos próximos anos o Rio Ave lutará novamente pela Europa. Pelas condições que nos oferecem, pela estrutura, pelo que o clube nos dá.

ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA E E-PAPER DE 30 DE SETEMBRO DE 2022