Villas-Boas e os campeões na Luz: "Mandámos fazer um ringue, andavam sempre à batatada"

Villas-Boas e os campeões na Luz: "Mandámos fazer um ringue, andavam sempre à batatada"
Bruno F. Monteiro

Tópicos

Treinador recordou alguns momentos da época 2010/11, em que o FC Porto festejou às escuras no Estádio da Luz.

Faz esta sexta-feira nove anos que o FC Porto conquistou o 25.º título do campeão português, no Estádio da Luz. Os festejos ficaram marcados pelo apagão do sistema elétrico e a ativação da rega.

André Villas-Boas, no programa "FC Porto em casa", que teve como ponto de partida precisamente o nono aniversário desse campeonato, falou sobre a equipa que levou o emblema azul e branco ao sucesso.

"Essa equipa [2010/11] tinha mística e vontade de vencer. Tirando a pré-época, foi tudo muito mais fácil. Desde o primeiro jogo da Supertaça, que transformou tudo e todos. Era o todo-poderoso Benfica, mas aquela exibição permitiu-nos muita coisa. A partir daí a crença foi absoluta. Os primeiros jogos [do campeonato] ainda foram difíceis, o Fernando até marcou um golo ao Beira-Mar, mas depois lá engatámos. Foi o coletivo, o espírito e a qualidade deles que fizeram a diferença. Foi uma equipa cinco estrelas, com um ambiente excecional e muito unidos", começou por dizer, antes de deixar uma curiosidade.

NÃO SAIA DE CASA, LEIA O JOGO NO E-PAPER. CUIDE DE SI, CUIDE DE TODOS

"Às vezes pegavam-se. Mandámos fazer um ringue, porque andavam sempre à batatada [gargalhada]", afirmou com boa disposição. Recordou depois uma grande discussão.

"O Fernando assumiu logo a titularidade, mas o Fucile teve mais azar, porque o Sapunaru voltou bem e o Fucile chegou mais tarde do Mundial em que o Uruguai esteve muito bem. Houve uma altura que tivemos uma discussão muito forte no balneário que ficou bem resolvida, porque ele tem um espírito de lutador e nunca baixa os braços", continuou.

"O que nos uniu foi essa frontalidade. Dizer a verdade e as coisas que tinham sido ditas. Brinquei com as zangas entre eles, mas não havia hipocrisia ou jogo de bastidores. Quando alguém sentia raiva expressava-a e exprimia os problemas cara a cara", concluiu.