Exclusivo "Vemos Vitinha à esquerda, a recuar, como 10... Isto dá maleabilidade"

"Vemos Vitinha à esquerda, a recuar, como 10... Isto dá maleabilidade"
Francisco Sebe

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Na antecâmara de novo clássico entre FC Porto e Sporting, um trio de treinadores lembra que os dragões venceram em Alvalade com um desenho de meio-campo semelhante ao atual.

Os duelos com Guimarães e Portimonense mostraram uma versão diferente do FC Porto. Sem Uribe, lesionado, e com o meio-campo organizado em losango, os dragões somaram dois triunfos e, para analisar a metamorfose tática, O JOGO inquiriu três treinadores, que convergiram na ideia de que Vitinha e Otávio, os médios interiores, são peças-chave no sucesso do sistema. "Acima do posicionamento estão a dinâmica e a interpretação de ideias. E há um jogador que dá uma série de nuances: o Vitinha. Vemo-lo à esquerda, a recuar para a posição 6 ou numa segunda linha, como 10. Esta capacidade dá maleabilidade tática e apoia outro jogador muito importante, o Otávio", assinala José Gomes, com Pedro Bouças a destacar o "raio de ação" do 25. "É o jogador-chave, porque vai de dentro para fora e tem uma intensidade muito alta. Com Otávio e Vitinha, mesmo que a distância para os laterais adversários seja maior, o FC Porto encurta-a e mantém a pressão", realça.