Taremi aborda a violência sobre mulheres no Irão: "Fiquei envergonhado ao ver certos vídeos"

Taremi aborda a violência sobre mulheres no Irão: "Fiquei envergonhado ao ver certos vídeos"

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Avançado do FC Porto e da seleção do Irão continua a usar o preto como imagem de perfil nas redes sociais

Taremi recorreu às redes sociais para explicar a posição que tem evidenciado perante a morte de Mahsa Amini e o protestos que se seguiram no Irão.

Recorde-se que Mahsa Amini, 22 anos, natural do Curdistão (noroeste) foi presa a 13 de setembro em Teerão, onde se encontrava de visita a familiares, porque "usava roupas não apropriadas" tendo sido acusada de falta de cumprimento por uma unidade especial da polícia que faz respeitar o código de vestuário das mulheres na República Islâmica do Irão.

Numa publicação no Instagram, intitulada "Viva o Irão e os iranianos", o avançado do FC Porto refere que não se sente triste por "ver e ler as críticas duras" que lhe têm sido feitas por alguns compatriotas. "Conhecem-me como um de vós e têm o direito de escrever o que quiserem sobre este simples membro da vossa família", acrescentou antes de explicar a posição que tem tido.

"Aquele que trabalha pela felicidade dos seus compatriotas nunca vai suportar ver a sua infelicidade. Os acontecimentos das últimas noites não são dignos de pessoas nobres. Não é Irão. Fiquei envergonhado ao ver certos vídeos, especialmente o que mostraram comportamentos incorretos e violência contra as mulheres", assinalou Taremi.

"Em que língua devemos levantar a voz para falar dos nossos problemas e preocupações e sermos ouvidos? Os políticos têm o dever de oferecer bem-estar e conforto ao honorável povo do Irão. A violência e uso de força contra pessoas não resolve qualquer problema e, sob qualquer forma, não é aceitável", concluiu o avançado.

Masha Amini "entrou em coma" após ter sido presa e acabou por morrer no dia 16 de setembro num hospital da capital, disseram familiares à televisão estatal.

A morte da jovem provocou de imediato manifestações no Irão assim como o protesto político internacional contra Teerão. Até ao momento, pelo menos seis pessoas morreram nessas manifestações, segundo fontes oficiais.