"Simeone? Se sou teimoso, ele não será menos. Não bitaitava tanto como ele no balneário..."

"Simeone? Se sou teimoso, ele não será menos. Não bitaitava tanto como ele no balneário..."

Treinador do FC Porto em conferência de Imprensa ao encontro frente ao Atlético de Madrid, da primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, agendado para as 20h00 de quarta-feira, em Madrid.

Diego Simeone: "Representamos um clube de gente muito apaixonada. Os adeptos do Atlético de Madrid são super apaixonados, representamos clubes que no seu ADN têm muito a ver com a nossa personalidade. Depois temos as nossas diferenças. Naquilo que é a dinâmica de jogo, podem escrever que são equipas aguerridas, com determinação, ambição, mas quem não tiver isso hoje no futebol... Ou tem uma equipa super talentosa e consegue com outros argumentos chegar à vitória... E mesmo assim, esses ingredientes são essenciais para ganhar jogos. Nesse sentido, e nalguns traços de personalidade que faziam parte desse grupo da Lázio, um grupo ganhador, difícil de lidar e liderar para o treinador na altura, porque era tudo gente com caráter muito forte... Não foi um ano de beijinhos, foi um ano de muita luta em cada treino para cada um ganhar o seu lugar na equipa. Foi um ano muito bom, em que conseguimos dar o segundo titulo a Lázio, o que não era fácil em Itália nos anos de ouro, com os melhores jogadores do mundo. Mas isso faz parte do passado. Hoje somos treinadores, com muita vontade de ganhar o jogo de amanhã e é nisso que estamos focados."

Diferenças entre FC Porto e Atlético de Madrid: "São equipas diferentes, mesmo sem bola. Somos uma equipa, na minha opinião, que na organização defensiva é mais pressionante que o Atlético, que é mais paciente na recuperação da bola. Quando estão no seu processo ofensivo, a forma como reagem a perda é muito boa. São extremamente perigosos Mas a nível de organização, em bloco médio-baixo, são mais pacientes. E com bola também são equipas diferentes. Agora o princípio, a base está lá. São equipas ambiciosas, determinadas, que não viram a cara a luta, que pensam que cada lance pode ser decisivo no final do jogo. Mas em termos de dinâmica são diferentes.

Teimoso? "Se sou teimoso, ele não será menos. Não achava que eu ia ser treinador... Eu tinha 23 anos, era miúdo, ele já era um bocadinho mais velho, ele já pensaria em terminar a carreira, eu pensava em atingir o auge, o máximo, o meu foco era ser jogador de alto nível e mostrar isso. O Diego se calhar já pensava no que fazer depois da carreira futebolística. Via a teimosia de agarrar o meu lugar, estar disponível para a equipa, não esperava que eu fosse treinador, porque não bitaitava tanto como ele no balneário acerca do que era equipa."