Sérgio Oliveira agradece a Pinto da Costa e diz: "Fazer um percurso no FC Porto é difícil"

Sérgio Oliveira agradece a Pinto da Costa e diz: "Fazer um percurso no FC Porto é difícil"
Carlos Gouveia

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No dia 29 deste mês, o médio vai receber a estatueta de Melhor Futebolista do Ano depois de 20 golos e seis assistências em 20/21. Agradece a distinção a Pinto da Costa

Os números não deixam margem para dúvidas: 2020/21 foi o ano de Oliveira. Não só no FC Porto, mas de toda a carreira do médio, que nunca tinha marcado tantos (20) golos - alguns decisivos, como o que fez à Juventus, em Turim -, nem participado em tantos jogos (48). Mais mais do que isso, saltou à vista dos portistas a preponderância que teve no meio-campo da equipa, onde formou uma parceria de sucesso com Uribe. Por tudo isso, o Conselho Cultural do FC Porto decidiu distingui-lo com o Dragão de Ouro de Futebolista do Ano, um prémio que irá receber no dia 29 deste mês e que o médio considera ser a cereja no topo do bolo depois de um ano fantástico a nível individual, mas também um incentivo para continuar a evoluir e a ajudar o clube.

Fernando Gomes, Vítor Baía, Domingos, Rui Filipe, Jorge Costa, Rui Jorge, Sérgio Conceição e Ricardo Carvalho foram os únicos jogadores formados no FC Porto que venceram o Dragão de Ouro de Futebolista do Ano. Que importância tem para o Sérgio entrar para um grupo tão restrito e com tantos históricos?

-É fantástico, toda a gente sabe que chegar da formação e fazer um percurso neste clube é difícil porque a qualidade é sempre grande, lutamos sempre por objetivos ambiciosos, para conquistar todos os títulos em que estamos inseridos. É normal que seja difícil para os mais novos integrar o plantel, mas quando se é bem-sucedido é fantástico. Sinto-me lisonjeado por ter sido dragonado pelo nosso querido presidente e restante estrutura e pertencer a um grupo tão restrito de jogadores internacionais que tiveram um percurso tão vitorioso, só me dá orgulho.

O Sérgio ganhou tudo o que havia para ganhar a nível interno pelo FC Porto. O Dragão de Ouro é uma espécie de cereja no topo do bolo?

-Penso que sim. Quando era jogador da formação gostava de ter ganho o Dragão de Jovem Atleta do Ano, algo que todos ambicionavam, mas que não aconteceu. Temos sempre de confiar no nosso trabalho e de ter um pouco de fé, que as coisas acabam por chegar. Passados uns dez anos concretizou-se, não o de jovem jogador, mas de futebolista do ano, que é a cereja no topo do bolo num clube histórico como o FC Porto.

Este é o prémio que coroa a melhor época da carreira?

-Até ao dia de hoje sim. Pessoalmente foi uma época fantástica, nunca tinha feito tantos golos, tantos jogos, tido tanta preponderância numa equipa.

Encara esta distinção como fator de motivação para os próximos desafios?

-A nossa motivação tem de ser diária. Claro que ter um "boost" destes ajuda, faz-nos perceber que estamos no caminho certo, mas facilmente podemos ser desviados. A minha motivação está em querer estar bem todos os dias.