Primeira tarefa: limpar a cabeça de Brahimi

Primeira tarefa: limpar a cabeça de Brahimi
Carlos Gouveia/ António M. Soares

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Recuperar psicologicamente um jogador que nunca foi opção é a primeira missão de Nuno que passa a ter mais uma alternativa para o ataque. Em janeiro, Brahimi vai para a CAN...

Brahimi vai ficar no FC Porto, regressando ao clube depois de representar a seleção da Argélia, que vai defrontar o Lesoto, em encontro a contar para a qualificação para a CAN 2017. O extremo esteve muito perto de ingressar no Everton, mas o negócio acabou por cair por terra por não haver acordo nos valores da transferência - a SAD azul e branca detém apenas 50 por cento dos direitos económicos - e também, segundo o que O JOGO apurou, porque o jogador não se mostrou entusiasmado com o projeto desportivo dos toffees, que nem sequer vão participar nas competições europeias.

A SAD portista perde assim a oportunidade de realizar um bom encaixe financeiro, num defeso em que acabou por não realizar uma grande venda, contrastando com os mais de 100 milhões de euros alcançados há um ano (Jackson, Danilo, Alex Sandro e Casemiro).

Gorada a transferência, Brahimi, de 26 anos, vai juntar-se à seleção argelina, voltando ao Dragão no início da próxima semana para ser reintegrado no plantel, agora para ser opção de Nuno Espírito Santo, que ainda não o chamou para qualquer dos jogos oficiais do FC Porto. O treinador portista terá, desde logo, uma tarefa complicada pela frente: "limpar" a cabeça de um jogador que tem estado afastado da competição.

Brahimi fará concorrência a Corona, Otávio, Varela como extremo e, motivado e focado no clube, poderá ser um "reforço" de peso para o técnico portista. Porém, em janeiro, o argelino será baixa porque vai disputar a CAN, que se realiza no Gabão de 14 de janeiro a 5 de fevereiro.

Brahimi prepara-se para disputar a terceira temporada consecutiva ao serviço do FC Porto, por quem apontou 21 golos em 86 jogos oficiais. Os dragões pagaram 6,5 milhões de euros ao Granada por metade do passe, tendo fixado uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.