Pinto da Costa: "Não somos o FC Porto contra o país, somos o FC Porto contra a centralização"

Pinto da Costa: "Não somos o FC Porto contra o país, somos o FC Porto contra a centralização"

Pinto da Costa marcou presença no evento Mundo Azul e Branco, visando uma vez mais a visão do Governo para o desporto em geral

A importância das casas: "Foi muito importante para mim ao longo destes anos todos os convívios que fiz nas nossas casas. De Norte a Sul, no estrangeiro, encontrei sempre momentos que me deram força e alento. Nunca posso esquecer visitas que fiz ao longo destes 40 anos, às vezes em momentos em que estava desanimado e ficava com uma força que nem calculam. Se estou há 40 anos à frente do FC Porto, também o devo muito a vocês. Tive deslocações a Toronto, com 1500 pessoas, que no dia seguinte tinha o pulso aberto por causa de tantos autógrafos, as idas à Afurada, à Madeira... Ficam todos na minha memória e sobretudo nunca sairão do meu coração enquanto ele bater."

Dificuldades e impostos: "É um momento em que o FC Porto tem muitas dificuldades, como todos os clubes têm em Portugal. Estamos assoberbados de impostos e sem ajuda estatal. Mas continuaremos a lutar para vencer e para proporcionar noites como a de ontem aos nossos adeptos, em que mostrámos realmente o que é ser FC Porto. Estamos aqui de todo o País, quase de todo o mundo. E é importante que fique bem claro que a campanha feita por alguns paineleiros da televisão - com I, atenção -, quer passar a ideia de que somos o FC Porto contra o País. Não somos. Somos o FC Porto contra a centralização. Temos a mesma admiração e o mesmo carinho que temos pelos desportistas do Algarve, como do Minho, de Trás-os-Montes, Açores, Madeira... Todos nós juntos é que fazemos o FC Porto."

O caso de Famalicão: "Eu ouvi estupefacto, há dias, coisas em certos canais que me fizeram dizer assim: 'Se este mundo não está todo doido, pelo menos alguns estão mesmo.' A propósito de tirarem a camisola em Famalicão - e muito bem, porque era num local onde, por lei, não podiam estar adeptos visitantes -, o pai do miúdo tirou-lhe a camisola do Benfica. Então isso foi assunto por uns dias na televisão e perguntaram a um senhor Mauro, ou Mouro, não sei bem, naqueles "Altos e Baixos", qual era o Alto. O Alto era algo do Benfica, e o Baixo era Pinto da Costa, porque não falou da criança de Famalicão. E depois assisti a uma coisa mais incrível: um senhor a dizer na televisão que aquele lamentável e cobarde ataque ao carro da mulher de Sérgio Conceição, era devido ao discurso contra...".