Pinto da Costa e a sucessão: "Podem ter a certeza que não vou tomar partido"

Pinto da Costa e a sucessão: "Podem ter a certeza que não vou tomar partido"

Porto Canal divulgou um excerto da entrevista de Pinto da Costa à revista Dragões, que será lançada amanhã, sábado, a propósito dos 40 anos na presidência do clube azul e branco.

Transição pacífica: "Que haja uma transição pacífica, não é dizer que o presidente que esteve 40 anos no clube é que vai escolher, podem ter a certeza que não. Não vou tomar qualquer partido porque isso era dividir o clube, era transformar a minha gerência numa fação. Eu luto por todos e sou presidente de todos."

Clube não é monarquia: "Noutro dia, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa perguntava-me pela sucessão. E eu disse que se isto fosse uma monarquia estava preocupado porque tinha de preparar o meu filho, ou se isto fosse um negócio. Mas isto é uma corrida de estafetas e sou eu que vou à frente com o testemunho. Não vou dizer que apoio este ou aquele, nunca vou dizer para votarem neste ou naquele."

Exemplo de Bruno de Carvalho: "Os clubes estão a pagar as guerras que fizeram. Temos o caso do Bruno de Carvalho que até expulso de sócio foi. Não tenho nada a ver com o Sporting, nem quero, mas ele, no ano em que esteve no Sporting, não ganhou no futebol, mas ganhou todos os títulos em todas as modalidades, nem FC Porto ou Benfica puseram a mão no prato. Andebol, basquetebol, hóquei... Também fez uma coisa que o Sporting não tinha, um pavilhão. E quando Bruno disse que ia construir um pavilhão disseram que era maluco."

Deixar os sócios escolher: "Ajudei com a minha continuidade a que não houvesse fações, é tudo FC Porto. Quando chegar a hora de escolher, escolham pacificamente, ninguém tem de andar a insultar ou a dizer que alguém que fez isto ou aquilo ou que tem ligações a Braga ou Vitória. Têm é deixar os sócios escolherem."