Pinto da Costa ao ataque: "No que toca ao desporto, as nossas autoridades são ignorantes e oportunistas"

Pinto da Costa ao ataque: "No que toca ao desporto, as nossas autoridades são ignorantes e oportunistas"

Presidente do FC Porto volta a frisar indignação com a ausência de adeptos dos estádios.

Jorge Nuno Pinto da Costa voltou a tecer críticas às autoridades portuguesas com a ausência de público dos estádios como base.

Na mais recente edição da revista "Dragões", o presidente do FC Porto reitera as ideias que já tinha vincado a O JOGO:

"Infelizmente, no que toca ao desporto, as nossas autoridades padecem de dois grandes problemas: são ignorantes e oportunistas", atira o líder dos dragões, que tem apelado à reintrodução de adeptos nos estádios.

A rejeição dessa reintrodução, diz Pinto da Costa, trata-se de "uma aberração". "Enquanto no futebol, no andebol, no basquetebol, no hóquei em patins e no voleibol os eventos têm de ser realizados à porta fechada, assistimos todos os dias a imagens que só nos podem espantar. As praças de touros do Sul de Portugal estão quase cheias. Os concertos de música e espetáculos de comédia têm plateias preenchidas. Também não falta gente às iniciativas políticas dos partidos e a grandes cerimónias religiosas. (...) Também pode ser assim no futebol e noutras modalidades, como se tem visto em França e noutros países", acrescenta o presidente portista, que prossegue, retomando o ataque às autoridades:

"Ignorantes porque não sabem reconhecer a importância social e económica de atividades que envolvem milhões de pessoas, como espectadores e como praticantes, que pagam muitos milhões de euros em impostos e que contribuem para o prestígio do país. E são oportunistas porque há certos momentos em que nunca faltam. Seja nas finais da Taça, nos jogos da Seleção ou nas alturas em que se assinala algum feito relevante de um desportista português, lá estão sempre os polítivos prontos para aparecer e para se colarem ao sucesso que a maior parte das vezes não ajudaram a construir. Nos momentos difíceis, quando em causa pode estar a sobrevivência de centenas de clubes e a continuidade da prática desportiva por milhares de pessoas, fazem de conta que não é nada com eles e só agravam a asfixia que podiam mitigar. Caminham para ficar na história como os carrascos do desporto nacional", finaliza Pinto da Costa.