"O Penta Ciao nem sei quantas vezes cantámos"

"O Penta Ciao nem sei quantas vezes cantámos"
Carlos Gouveia / Rita Morais

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Alex Telles esteve esta quarta-feira na rubrica "FC Porto em casa" e falou sobre vencer o campeonato em 2018, a festa nos Aliados e o facto de ser um lateral goleador.

Como foi o início dessa época?: "O míster chegou e disse que não contava com reforços porque acreditava nos que tinha e os que regressavam, que queriam mostrar que mereciam estar no clube. E nós, que já estávamos, também queríamos mostrar que podíamos ganhar um título. Passou-nos muita confiança, a intensidade, a cobrança e os métodos mudaram. Ele conhece a mística do clube e passou isso para cada um. Cada treino fazia a diferença nos jogos. Fomos uma família".

Chegada do aeroporto após a Madeira: "Quando cheguei ao autocarro parecia que tinha feito um jogo, todo suado, a roupa tinha mudado de cor. Foram abraços, beijos, saltos, berros, foi incrível. Era um lugar fechado, o barulho era gigante, se o aeroporto fosse maior era ainda melhor".

Cânticos: "O Penta ciao nem sei quantas vezes cantámos. O que mais ouvi nessa semana foi o obrigado dos adeptos e isso arrepiava. Representamos pessoas e adeptos que fazem tudo pelo clube, viajam para nos ver. Conseguimos o campeonato, ainda mais vencendo o rival, no hotel foi uma explosão de alívio e de alegria".

Festa nos Aliados: "Há uma foto à saída do Dragão de lá e achava que devia ser uma coisa incrível. Ver as pessoas a correr ao lado do autocarro, nem deu para dar a volta completa à avenida".

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Em busca da perfeição: "Os jogadores têm de estar sempre em evolução e procuro sempre a perfeição. Estou longe disso, evoluo todos os dias. Falta às assistências e de fazer bons jogos defensivos, faltava fazer a diferença com os golos. Com os penáltis a responsabilidade é grande, muitos jogos decidem-se assim. Agarrei e procuro focar-me nisso. Deram-me confiança ainda maior e esse gosto por marcar golos. O técnico sempre me cobrou essa chegada à frente. Míster sempre dizia que bastava ler o jogo melhor estar concentrado que podia rematar mais e assistir. Tenho crescido muito nesse aspeto, de acreditar e acompanhar bem as jogadas para fazer a diferença".

Melhor golo: "Importante por ser um jogo que estava estranho. Contra o Benfica, que estava 1-1, foi um penálti diferente, foi a mesma baliza do Braga em que tinha errado, e era contra o Benfica. Estava confiante, mas sabia que não era um penálti qualquer. Semana antes do Bessa foi complicado, não tínhamos todos disponíveis, éramos atacados. Fiz o golo no início e foi a partir daí que comecei a ter mais confiança nesses remates. O festejo juntos foi de mostrar que era contra tudo e contra todos".

Paragem: "Está tudo a andar dentro dos conformes. Treinos têm sido bons. O clube deixa os atletas tranquilos. Depois há o lado psicológico, de mudar as rotinas. Estávamos num momento muito bom na temporada o melhor passamos para a frente, sentíamo-nos cada vez melhores uns com os outros, com uma boa energia dentro do campo. Temos de fazer o nosso papel fora do campo, dar o exemplo".

Brincas com os colegas por teres tantos golos?: "Sinto-me um pouco estranho porque não é normal o lateral ser o melhor marcador. Estou orgulhoso e feliz pelo trabalho, todos os golos não são só êxito meu, mas de toda a malta. É inédito para mim ter 10 golos numa época, é especial".

Como é ter a braçadeira em alguns jogos?: "É um orgulho. É um clube que tem uma história maravilhosa, com jogadores incríveis que passaram por aqui e os capitães também. Tenho respeito por todos. Todos têm voz no balneário, míster escolhe um ou outro e eu fico feliz. Danilo, Pepe e Marcano têm muita experiência e são as pessoas certas para levar o balneário para frente".