Nuno Cabral como observador seria como meter a raposa no galinheiro

Nuno Cabral como observador seria como meter a raposa no galinheiro

Nuno Cabral foi um dos oito candidatos a terminar, com êxito, o curso de observador recentemente organizado pelo Conselho de Arbitragem da AF Vila Real

A notícia, avançada por O JOGO, de que Nuno Cabral foi um dos oito candidatos a terminar, com êxito, o curso de observador recentemente organizado pelo Conselho de Arbitragem da AF Vila Real, acabou igualmente por merecer um comentário de Francisco J. Marques. "Permitir que Nuno Cabral entre no Conselho de Arbitragem pela porta dos observadores seria meter a raposa no galinheiro. E isto acontece porquê? É o sentimento de impunidade do Benfica e das pessoas que gravitam à volta do Benfica nestes meandros muito estranhos. O Nuno Cabral é um protagonista recente no futebol português para o comum dos adeptos, mas as pessoas ligadas à arbitragem já o conhecem há muito tempo. O Nuno Cabral não é imparcial; é claramente parcial em favor do Benfica. Ele tem todo o direito de o ser, mas não pode andar a avaliar árbitros, porque sabemos que fará isso em defesa do Benfica e dos interesses do Benfica. E as pessoas que estão nestas funções não o podem ser; têm de ser imparciais. E o Nuno Cabral não é", disse o diretor de comunicação do FC Porto.

Recorde-se que o ex-árbitro de 3.ª categoria e ex-delegado da Liga, Nuno Cabral foi acusado por Francisco J. Marques de enviar emails para Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, respetivamente presidente e assessor jurídico do Benfica, quando ainda era delegado da Liga. Na correspondência eletrónica, Nuno Cabral dava alegadamente informações privilegiadas relacionadas com a arbitragem e terá tentado mover influências, junto dos dirigentes do clube encarnado, quando ainda era delegado da Liga.

Depois da notícia, o Conselho de Arbitragem, liderado por Fontelas Gomes, apurou O JOGO, pondera não validar o curso de observador tirado por Nuno Cabral, e mais sete candidatos, que foi organizado pelo Conselho de Arbitragem da AF Vila Real, segundo apurou O JOGO.

De acordo com os regulamentos de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, o artigo 34º estabelece que os cursos de formação de observadores devem ter a "orientação e supervisão da Academia de Arbitragem", algo que não aconteceu nesta ocasião.