"Nos contratos é tudo 'net', a palavra que os jogadores aprendem nos sub-2"

"Nos contratos é tudo 'net', a palavra que os jogadores aprendem nos sub-2"
Ana Luísa Magalhães

Tópicos

Em novo episódio da série "Ironias do Destino", do Porto Canal, Pinto da Costa recorda a época 2010/11, em que o FC Porto, orientado por André Villas-Boas, conquistou quatro títulos, Liga Europa incluída.

Mais adeptos e sócios: "As vitórias é que atraem isso. Ninguém deixa de ser do clube porque não ganhou, mas as crianças têm a tendência para aderir a quem ganha."

Refazer equipas vencedoras e os desafios fiscais: "Quando vêm jogadores como vieram nessa altura, era inevitável que tinham de sair, porque há clubes com outra potencialidade e sobretudo há países em que a carga fiscal é muito menor do que a nossa. Para manter um jogador desses, e toda a gente sabe que esses contratos é tudo 'net, 'net' [líquido], é a palavra que os jogadores aprendem logo nos sub-0 e nos sub-2 [risos]. Quem tem de pagar impostos é o clube. Em Portugal, se um jogador ganhar 100, o clube paga 220, quando há países em que para ganhar 100 custa 140. É uma grande desvantagem e o governo português é um dos grandes contribuintes para a emigração dos jogadores de futebol, porque os clubes têm grande dificuldade em segurar esses jogadores. Mas há que estar atento ao mercado e refazer a equipa. Tínhamos grandes jogadores nessa equipa como temos agora, o Uribe, o Díaz, o Corona, são jogadores que vieram depois dessa geração e hoje estão no topo. A seguir a esses, virão outros."