Mbemba está certo para a próxima época e defesa para... segurar

Mbemba está certo para a próxima época e defesa para... segurar
André Morais

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O herói da Taça afirmou-se de vez no FC Porto e ganhou estatuto de intocável.

bemba termina a época como figura do FC Porto, essencialmente graças aos dois golos que marcou na final da Taça de Portugal, e sabe que em 2020/21 continuará a ser primeira aposta.

Qualquer possibilidade de o transferir, ao abrigo da necessidade financeira da SAD, está fora de questão. A não ser que alguém pague a cláusula de rescisão ou faça uma proposta extraordinária pelo passe do congolês, o que no atual cenário de pandemia e mercado reduzido é muito difícil. Mbemba ganhou novo estatuto nos últimos tempos e subiu mesmo à galeria de jogadores cuja permanência é prioritária. Não há assim tantos como isso, o que também reforça a importância que conquistou. No mercado, este é um nome pouco falado até ao momento e a ideia dos responsáveis portistas é que a tranquilidade do jogador, que todos assinalam quando convidados a falar sobre ele, se mantenha. A certeza da permanência contribuirá para isso.

Completamente adaptado ao futebol português e às ideias de Sérgio Conceição, o central teve na paciência a principal virtude, que o fez aguentar de boca fechada praticamente um ano como quarta opção para o eixo da defesa. Esta época subiu ao terceiro lugar da hierarquia, mas conquistou um lugar no onze, primeiro pela lesão de Pepe, depois por opção. Com Marcano também de baixa, embalou decisivamente e termina a época no topo e até com um duplo recorde pessoal. Nunca na carreira o defesa tinha feito 42 jogos na mesma temporada. E só uma vez havia marcado seis golos, na longínqua época 2013/14, no Anderlecht, quando curiosamente também marcou ao Benfica, num jogo de Liga dos Campeões. Com contrato até 2022, o mais provável até é que o jogador venha a ser convidado a renovar depois de 2020/21 começar.

Além de Mbemba, também Pepe e Marcano estão seguros no eixo defensivo do FC Porto do futuro. Diogo Leite é que pode sair e precipitar o regresso de Diogo Queirós. Sabedor da inevitabilidade de perder vários jogadores, Sérgio Conceição quer segurar especialmente o sector defensivo, que tão boa conta do recado deu, para assegurar uma transição pacífica e rotinas naquilo que, habitualmente, segura as equipas campeãs. É por isso que expressou desejo de ver Alex Telles e companhia ficarem também. O brasileiro termina contrato em 2021 e é um caso mais difícil de resolver. Mas Manafá, por exemplo, também já sabe que transita e que virou intocável. Será, provavelmente, a primeira opção para a direita.