Luis Díaz e a adaptação ao FC Porto: "Sérgio Conceição tem-me dado confiança"

Luis Díaz e a adaptação ao FC Porto: "Sérgio Conceição tem-me dado confiança"
Carlos Gouveia

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A atitude e a "coragem" para percorrer todo o corredor são os aspetos que mais impressionaram o internacional cafetero no futebol europeu. A adaptação foi simples, com o apoio de Conceição.

Luis Díaz é um dos reforços do FC Porto que mais impacto tem causado, a par de Marchesín e de Zé Luís. Ao fim de dois meses no Dragão, naquela que é a sua primeira experiência no futebol europeu, o colombiano faz um balanço positivo e destaca a confiança que Sérgio Conceição lhe tem dado.

Com a ajuda do treinador, a adaptação foi rápida e nem mesmo as diferenças nas características do futebol a que estava habituado o impediram de brilhar. "O sacrifício, a garra, o correr... a atitude é diferente. No meu trabalho, a coragem para a ida e volta no corredor é o aspeto que mais me impressionou na Europa. Acho que tenho estado bem, apesar de ter chegado há pouco tempo, adaptei-me bem ao FC Porto. As coisas pessoalmente estão a correr bem. O treinador tem-me dado confiança e isso é muito importante", referiu o internacional cafetero, aposta de Sérgio Conceição em todos os jogos.

Depois de ter sido suplente utilizado em Barcelos e Krasnodar, Luis Díaz conquistou a titularidade e não a largou, tendo já contribuído com dois golos e uma assistência.

Díaz foi um dos 11 jogadores que o FC Porto cedeu às seleções nesta paragem das competições nacionais, tendo somado 101 minutos, que mereceram elogios por parte de Carlos Queiroz e que o jogador tentou aproveitar da melhor forma.

"Procuro tentar melhorar e continuar a aprender com os meus companheiros na seleção, jogadores com grande experiência. Estamos a jogar na seleção de forma parecida com o que se faz na Europa. Na minha posição um jogador sacrifica-se porque tem de ir ao ataque e regressar. Na Europa, um extremo precisa de ter essas características. Tem de percorrer o corredor, jogar por fora e explorar o um contra um. É o que o professor Carlos Queiroz pretende na seleção e insiste muito nesses movimentos nos treinos, procurando tirar o melhor proveito de todos", referiu aos meios de comunicação social do seu país após o empate sem golos com a Venezuela.