Luis Díaz deixa garantia em entrevista a O JOGO: "Não vamos facilitar um milímetro"

Luis Díaz deixa garantia em entrevista a O JOGO: "Não vamos facilitar um milímetro"
Carlos Gouveia

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PREMIUM »»» ENTREVISTA, PARTE I - Em exclusivo a O JOGO, o colombiano fala do momento atual e promete aos adeptos que, em breve, todos festejarão juntos. Díaz diz ainda que manter o foco foi a receita para recuperar a liderança da Liga.

Ao fim de dez dias de confinamento devido à Covid-19, Luis Díaz abriu as portas de sua casa a O JOGO, ainda que virtualmente. Não podia ser de outra forma nestes tempos em que todos os cuidados são poucos para evitar a propagação de um vírus que levou à suspensão do campeonato, que paralisou o país e que, seguramente, vai mudar o mundo em poucos meses. Com recurso à comunicação à distância, a possível nesta altura, Díaz falou do contexto atual, mas também da forma como o FC Porto conseguiu recuperar a liderança da Liga. Numa viagem ao passado, conta-nos ainda como começou a jogar à bola na tribo Wayúu, do orgulho em representar a seleção indígena e do papel que Carlos Queiroz teve na sua vinda para o FC Porto, onde gostaria de atingir o sucesso do compatriota James Rodríguez. Não sabe quando poderá voltar ao Olival e aos jogos, mas acredita que ainda vai ter tempo de festejar títulos esta temporada.

Como está a lidar com esta pandemia da Covid-19 que o obrigou a si, e aos seus companheiros, a estarem isolados em casa?
-É uma situação completamente inesperada que tem de ser enfrentada com muita responsabilidade. O clube informou-nos de tudo desde o início e tem ajudado. Não vamos facilitar um milímetro.

Como estão a ser os treinos em casa e o que nos pode contar sobre isso?
-Há um plano muito rigoroso e definido pelo clube que nos é enviado e que temos de seguir a 100%. São exercícios adaptados para serem cumpridos em casa para que possamos manter a forma.

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Quer deixar uma mensagem aos adeptos do FC Porto que também estão em casa e sem poder acompanhar a equipa?
-Vamos todos enfrentar este momento difícil com muita responsabilidade. Há que seguir as indicações das autoridades. Em breve vamos festejar juntos.

No início do ano, o FC Porto estava a sete pontos do Benfica e agora tem um ponto de vantagem. Qual foi o segredo para mudar isso num curto espaço de tempo?
-O segredo foi que entre nós estivemos sempre tranquilos e focados, sabendo que juntos o íamos conseguir.

Leva 12 golos e já superou a meta pessoal estabelecida para esta primeira época. Até onde acredita que poderia chegar?
-Não sei, vamos ver. Honestamente, não gosto muito de estabelecer esse tipo de metas. Quero é continuar a ajudar a equipa.

O FC Porto venceu todos os clássicos até esta interrupção das competições. Como viveu e sentiu o ambiente dos grandes jogos em Portugal?
-Aqui vive-se com muita emoção e muita vibração cada jogo ainda mais os jogos grandes em que os adeptos fazem-se sentir bastante. Esses grandes ambientes ajudam bastante os jogadores, motivam quem está dentro do campo.