José Fernando Rio analisa situação financeira do FC Porto e aponta soluções

José Fernando Rio analisa situação financeira do FC Porto e aponta soluções

Candidato à presidência portista diz que o clube "arrisca-se a não ter futuro".

José Fernando Rio, um dos três candidatos à presidência do FC Porto - a par de Pinto da Costa e Nuno Lobo -, fez esta segunda-feira uma análise à situação financeira do emblema azul e branco, referindo que "se não houver uma mudança, o clube arrisca-se a não ter futuro".

"O FC Porto, tal como existe, pode estar em perigo por causa de uma dívida de gratidão em relação ao atual presidente, mas essa dúvida não pode pôr em causa a existência do clube. Para ter futuro, o FC Porto tem de ter uma alternância na direção do clube. Tem de passar a ter uma gestão rigorosa, profissional, transparente e, acima de tudo, que seja capaz de delinear uma estratégia a médio e longo prazo. É visível para todos que a gestão do FC Porto faz-se apenas a pensar em resolver os problemas que vão aparecendo dia a dia", começou por referir Rio, em entrevista à rádio Observador. E prosseguiu:

"As necessidades financeiras vão obrigar a uma venda acentuada dos melhores valores da equipa. A liderança tem vindo a perder o élan que sempre teve. Jorge Nuno Pinto da Costa é o maior presidente de sempre da história do futebol e entende muito bem o que é o espírito dos sócios do FC Porto e dos habitantes do Porto e da região. Agora, porque confiou em demasia ou por algum desleixo, deixou de olhar para as contas e deixou-se envolver numa gestão menos transparente, menos rigorosa e, aparentemente menos profissional. É o momento de uma mudança profunda, porque, caso contrário, o FC Porto arrisca-se a não ter futuro", reiterou o antigo comentador do Porto Canal, enumerando "possíveis soluções".

"Reduzir drasticamente os salários da administração da SAD para metade, baixar os salários dos jogadores, encontrar novos tipos de receitas e apostar na formação. Temos de criar ma academia. Neste capítulo, o FC Porto está muito atrasado em relação aos seus adversários. Temos ainda de reduzir os custos com a intermediação de jogadores. Os custos são altíssimos porque o FC Porto não trabalha num mercado livre, privilegia um, dois ou três agentes e isso limita o seu campo de recrutamento. Pode ainda procurar novos patrocinadores", rematou José Fernando Rio.