João Pinto: "O Jaime Pacheco ia passar por mim e eu mandei-lhe uma sarrafada..."

João Pinto: "O Jaime Pacheco ia passar por mim e eu mandei-lhe uma sarrafada..."

João Pinto em entrevista a Maniche no programa "Hora dos Craques", do Porto Canal

Definição de jogador à Porto: "O ser jogador à Porto é dar tudo o que tem dentro do campo, defende as cores do FC Porto em todas as horas e todos os minutos, tanto nos treinos como nos jogos. E que fora do campo seja um exemplo para os miúdos, para os das camadas jovens e na rua."

A melhor recompensa: "Orgulha-me ouvir as pessoas a falarem de uma forma carinhosa de mim. É sinal que tudo o que fiz em prol do FC Porto, e digo-o com a lágrima no olho, valeu a pena."

Mudança de vida, da fábrica para o futebol: "Aos 16 anos trabalhava na Salvador Caetano. Quando o FC Porto disse que queriam que assinasse contrato profissional, eu e o meu pai fomos falar com o senhor Salvador, teria de deixar de trabalhar lá. Disse 'o miúdo que vá, que seja feliz e, se acontecer alguma coisa contrária ao que vocês querem, as portas continuarão abertas'."

Desafios na transição para sénior: "Sabia que não era um jogador dotado tecnicamente e que para chegar aonde muitos miúdos querem chegar teria de trabalhar muito. Quando subi a sénior, eram convocados 18 jogadores e eu, às vezes, era o único que não era convocado. Treinava sozinho com o senhor Vieira Nunes e levava coça na preparação física, mas sabia que tinha de trabalhar muito."

De dispensado a aposta num treino: "Uma vez, o senhor Pedroto queria falar comigo, estava com o Ferreirinha, que era treinador do Paços de Ferreira. 'Vais ser dispensado, vais para o Paços, não te preocupes que o Ferreirinha é meu amigo e vamos estar de olho em ti. Trabalha que um dia mais tarde podes regressar ao FC Porto'. Havia treino conjunto e eu pensava que já nem ia treinar, mas quando ele estava a dizer segunda equipa disse o meu nome. Então vou ser emprestado e vou treinar? Nesse treino, o Jaime Pacheco ia passar por mim e eu mandei-lhe uma sarrafada, tirei-lhe a bola, joguei duro. O senhor Pedroto virou-se para o Pacheco e disse 'oh Jaime, qualquer dia o João até vos vai ao c...'. Acabou o treino, chamou-me e disse-me que já não ia ser dispensado. A pessoa mais importante para mim foi o senhor Pedroto e também o presidente Pinto da Costa."