Sérgio Conceição: "Tirei o Felipe porque vi que ele não estava dentro do jogo"

Sérgio Conceição: "Tirei o Felipe porque vi que ele não estava dentro do jogo"

Treinador do FC Porto voltou a falar sobre a substituição do central brasileiro na conferência de imprensa que se seguiu à vitória com o Chaves e assegura que não abordou o encontro com os flavienses a pensar no Benfica.

A exibição que queria, antes do Benfica: "Era a exibição que eu queria para ganharmos os três pontos, o Benfica não tem nada a ver com isto. Aliás, nunca na minha cabeça esteve qualquer tipo de gestão a pensar no jogo do Benfica. Jogámos concentrados no que tínhamos de fazer para ganhar os três pontos e olhando unica e exclusivamente para a equipa do Chaves".

Táctica: "Por vezes, o Óliver tem essa capacidade, no início de construção, de dar essa qualidade na posse e circulação de bola e o Herrera, por vezes até um bocadinho mais subido, tem também essa capacidade de infiltração e de aparecer mais no último terço. Mas, hoje, era importante, até pela postura do Chaves, ter o Óliver um bocadinho mais baixo. Em termos posicionais, tanto o Héctor [Herrera] como o Óliver fizeram um jogo tremendo. Em termos tácticos, os dois médios tiveram um comportamento fantástico".

Substituição de Felipe: "Não, isto, sabe como é que é: estamos a ganhar 3-0 e os jogadores pensam que... se gostei, não gostei nada disso, mas, tive de o tirar. Em termos físicos, notava-se que estava cansado, mas, principalmente, a nível emocional, da concentração que tem de ter no jogo, houve dois ou três lances em que notei que o Felipe não estava no jogo. E foi por isso que o tirei. Nem foi ele que pediu para sair. Fui eu que o tirei, exactamente porque vi que ele não estava dentro do jogo. Quando pensamos que o jogo está controlado, temos de reagir e não gosto. Nós gostamos de agir, de ir à procura e não o contrário. Se pudesse tirar o Alex Telles, o Felipe, os jogadores que fizeram 120 minutos no último jogo, o Óliver, o Héctor, tirava, mas não é possível. O Felipe foi por fadiga, nada de especial. O Brahimi também esteve estes dias limitado e esteve muito bem, foi uma questão de gestão da condição física dele. Foi isso. O Corona também, porque tem jogado sempre. Foi para refrescar a equipa, permitindo não perder aquilo que eu queria para o jogo".

Tempo útil de jogo: "Não me interpretem mal. Eu sei que, como treinador do FC Porto, as coisas que digo aparecem mais vezes e de uma forma mais forte, na primeira página. Quando estava nos outros clubes não era bem assim; se calhar, dizia coisas interessantes, diferentes. Alertei para uma situação do tempo útil de jogo, que ainda agora, na reunião que tivemos na Cidade do Futebol, foi abordada. Só dei voz àquilo que foi a opinião de praticamente todos os treinadores da I Liga: que se apita muito, em Portugal; que o jogo é constantemente parado por faltas. Senti isso, no jogo com o Leixões e foi por isso que o frisei, na antevisão deste jogo. Houve muitas faltas, perto de 60; já no jogo de Alvalade foram cerca de 50 faltas, também: é muita falta. Hoje, o árbitro esteve melhor, nesse aspecto".