Números não enganam: Otávio cresce até a defender

Números não enganam: Otávio cresce até a defender
Bruno Filipe Monteiro

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Brasileiro leva números ímpares no Dragão também no processo defensivo. É mesmo o extremo com mais desarmes na I Liga.

É pelo peso atual no rendimento ofensivo do FC Porto que Otávio vai conquistando a admiração dos portistas, mas o auspicioso arranque de I Liga estende-se também ao processo defensivo. O brasileiro quer afirmar-se em definitivo como titular e apresenta números ímpares nesta vertente em comparação com as duas primeiras épocas a tempo inteiro no Dragão. A média de desarmes salta à vista na estatística que O JOGO apresenta [ver infografia], uma vez que faz dele o extremo mais produtivo da competição neste capítulo, mas a melhoria alastra-se às restantes áreas: interceções, alívios, passes anulados, etc. É ver para crer.

A subida de produção de Otávio está relacionada com dois fatores: a preparação física cuidada durante as férias, que lhe permitiu ultrapassar a pré-temporada sem quaisquer problemas físicos, e a exigência de Sérgio Conceição. O médio admitiu a O JOGO que o treinador portista lhe "cobrava" para dar mais, numa tentativa de ressuscitar o jogador que se destacou ao serviço do V. Guimarães, e aumentou a agressividade para níveis nunca vistos.

Um quarto do total de golos dos portistas (16) teve participação direta do jogador de 23 anos - leva um golo e três assistências - e a defender tem-se assumido como uma preciosa ajuda para Maxi Pereira, somando mesmo médias superiores ao lateral-direito uruguaio em itens como o desarme, passes anulados ou faltas cometidas.

As consequências desta melhoria de rendimento para a equipa têm sido várias e do ponto de vista individual tem possibilitado a Otávio passar mais tempo no relvado. A média de minutos no campeonato anda nos 82" e, se juntarmos a Supertaça Cândido de Oliveira, cresce um pouco mais. De resto, o brasileiro terminou três (Aves, V. Guimarães e Portimonense) dos cinco jogos oficiais realizados pelos dragões até agora. Em toda a época de 2017/18, por exemplo, só chegou ao fim de dois encontros (Lusitano de Évora e Portimonense) e jogou uma média de 53". Na temporada anterior, com Nuno Espírito Santo, acabou três partidas (Leicester, Benfica e Paços de Ferreira) e alinhou em média 56". Se a praga das lesões que o afetou num passado recente não reaparecer, Otávio tem tudo para terminar esta época com uma série de medalhas individuais.