Memórias do clássico: Pinto da Costa trava a festa

Memórias do clássico: Pinto da Costa trava a festa

Autor de um "bis" no inesquecível 3-3 com que arrancou a época de 1993/94, Paulo Pereira recorda as palavras do líder dos dragões no clássico de 1991/92.

Março de 1992. O FC Porto desloca-se à Luz com cinco pontos de vantagem sobre o Benfica com oito jornadas para terminar o campeonato. Uma vitória deixaria os dragões com o título praticamente assegurado e, para os jogadores, não havia nada melhor do que poder festejar na casa do maior rival. No entanto, Pinto da Costa não o permitiu.

"Lembro-me de ele vir ter connosco antes do jogo e disse-nos que, se vencêssemos, não queria que comemorássemos na relva. Assim dava a ideia que ganhar na Luz ao Benfica já tinha passado a ser uma coisa natural", recorda o brasileiro Paulo Pereira, que chegou aos dragões em 1988 e representou as águias de 1994 a 1996. A verdade é que ninguém se atreveu a contrariar as instruções do presidente. "A nossa vontade era de saltar, mas ninguém vibrou; só no balneário. A festa foi enorme", garante o defesa, protagonista do empate 3-3 com que arrancou a época de 1993/94, assinando dois golos, o último dos quais de grande penalidade, que o levou a festejar cara a cara com João Vieira Pinto. "Durante a semana tinham existido algumas picardias e, após marcar o terceiro golo, reagi contra o João. Coisas da juventude", explica.