Lisandro e as camisolas que foi trocando: "Se fosses talhante, guardavas os aventais?"

Lisandro e as camisolas que foi trocando: "Se fosses talhante, guardavas os aventais?"
Federico del Rio

Tópicos

Lisandro Lopez chegou à Europa em 2005 e passou a defrontar, na Liga dos Campeões, craques como Drogba ou Shevchenko, que só podia ver na televisão. Da prova milionária salienta o golo contra o Schalke

É verdade que ofereceu todas as camisolas que trocou nessa época?

Sim, não tenho nenhuma camisola. Ofereci-as todas a amigos. Nos primeiros anos no FC Porto disputávamos sempre a Champions e trocava a camisola com jogadores que antes só via pela televisão, como Drogba, Henry, Shevchenko... Era jovem. Mas depois fui retirando importância às camisolas e comecei a vê-las como uma decoração. Chegou a uma altura em que já não via sentido tê-las e fui oferecendo aos meus amigos.

Não quis ficar com nenhuma?

Não. Não guardo nada. Nem camisolas, nem medalhas, nem fotografias... Nada. Para que é que ia guardar camisolas se os meus amigos adorariam tê-las? Eu guardo tudo na minha cabeça, na memória, no coração. O importante é ter vivido e desfrutado desses momentos. Se fosses talhante, guardavas os aventais? Imagino que não.

Lembra-se de algum golo em particular dos muitos que apontou?

Não sou bom de memória, a verdade é que me custa dizer... Por sorte marquei muitos. Vem-me à cabeça um contra o Schalke nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Estávamos prestes a ser eliminados e quando faltavam três ou quatro minutos recebi a bola fora da área, rodei, chutei e a bola a entrou no ângulo. Depois eliminaram-nos por penáltis. Quem defendia era o Neuer, que defendeu uns quantos penáltis e ficámos de fora.