FC Porto conquistou há 30 anos o que só mais seis clubes conseguiram

FC Porto conquistou há 30 anos o que só mais seis clubes conseguiram

Dragões venceram o Ajax para conquistar a Supertaça Europeia, levando o FC Porto a conquistar os três troféus internacionais acessíveis a uma equipa europeia no mesmo ciclo.

Cumprem-se este sábado 30 anos desde a conquista da Supertaça Europeia por parte do FC Porto. Os dragões venceram o Ajax por 1-0 a 13 de janeiro de 1988 graças a um golo de António Sousa, golo esse que permitiu ao FC Porto ser o primeiro clube a conquistar os três troféus possíveis para uma equipa europeia no mesmo ciclo.

As conquistas da Liga dos Campeões, frente ao Bayern de Munique, e a Taça Intercontinental, frente ao Peñarol, garantiram assim a conquista do triplete, um feito desde então repetido apenas por seis clubes: Milan, Ajax, Juventus, Barcelona, Bayern de Munique e Real Madrid. Este título é, assim, inédito entre clubes portugueses.

António Sousa, autor do golo da vitória frente ao Ajax, recordou o feito alcançado pelos dragões. "Era uma equipa vencedora. Foi crescendo com uma marca implementada ao longo dos anos anteriores, no sentido de procurar ter um grande respeito pelo nome do FC Porto em termos europeus", explicou à agência Lusa o antigo médio.

"Sabíamos que era a primeira e se calhar a ultima [Supertaça] em que estaríamos presentes. Num jogo tão importante, a motivação era excelente e o espírito foi sempre o melhor possível, para durante a competição sermos melhores do que o adversário", disse.

Sousa partilhou a conquista da Supertaça Europeia com Mlynarczyk, João Pinto, Lima Pereira, Geraldão, Inácio, Bandeirinha, André, Jaime Magalhães, Fernando Gomes e Rui Barros. Jorge Plácido e Semedo foram chamados a jogo nas Antas e na primeira mão participaram também Frasco e Quim.

O antigo médio recordou o golo marcado nas Antas, que sentenciou a eliminatória, como se fosse hoje: "foi num cruzamento à entrada da área, de bola parada. Um adversário tentou afastar, mas a bola caiu ligeiramente descaída para lado esquerdo e dei um tiro rasteiro para o lado esquerdo de Menzo.

"Tínhamos uma mentalidade forte e a qualidade também imperava. Sabíamos daquilo que podíamos fazer, sempre com o máximo respeito pelo adversário. E, apesar de por vezes sentirmos que o adversário era superior, com a nossa maturidade, forma de estar e presença enquanto grupo, conseguíamos ultrapassar essas situações", referiu.