"É ridículo, é preciso por a mão na consciência e perceber se é isto que queremos para o futebol"

"É ridículo, é preciso por a mão na consciência e perceber se é isto que queremos para o futebol"

Vítor Bruno, adjunto de Sérgio Conceição, falou aos jornalistas depois do empate entre FC Porto e Chaves (1-1), a contar para a Taça da Liga. O jogo ficou marcado pela expulsão de Sérgio Conceição ao intervalo.

Resultado: "É importante refletir em conjunto e perceber o que se está a passar. É importante também fazer uma breve reflexão, numa competição que todos os intervenientes querem tornar melhor, mas é preciso perceber que é preciso outros intervenientes com outra competência, porque só assim crescerá. Ambiente espetacular no Dragão, com uma assistência impensável há uns anos, mas é preciso dotar esta competição de outros intervenientes com outras capacidades".

Antijogo do Chaves: "É uma forma que o adversário encontrou de pontuar no Dragão. Daniel Ramos fez isso com o Marítimo quando veio cá e nós tentamos desbloquear isso. Pensámos que ele podia vir cá com essa abordagem e foi o que aconteceu, mas isso não justifica tudo. Tentámos tudo. Na primeira parte não tivemos grande dinâmica, estivemos muito estáticos mas melhorámos na segunda parte. Fomos à base, tivemos muito volume ofensivo, fizemos um golo e depois, numa transição rápida, sofremos o golo do empate".

Expulsão de Sérgio Conceição: "A mim parece-me que é importante referir que o FC Porto é o campeão nacional em título, trabalhámos muito, ninguém nos deu nada e dá-me ideia que alguns comportamentos são tidos de animo leve e não pode ser. Se queremos que esta competição seja engrandecida, é preciso trazer outros intervenientes".

Tempo de compensação: "O jogo foi muito curto. Foram feitas formações no início da época com cada equipa da primeira divisão, houve esse cuidado, foi-nos dito que ia haver esse cuidado com o tempo útil na Taça de Portugal, Taça da Liga... Depois vejo perdas de tempo durante o jogo e dão dois minutos de compensação. É ridículo, é preciso por a mão na consciência e perceber se é isto que queremos para o futebol".