Decisão tomada: Brahimi está de malas feitas

Decisão tomada: Brahimi está de malas feitas
António M. Soares

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O avançado foi perdendo protagonismo durante a pré-temporada, cedendo o lugar a Otávio nas preferências de Nuno, que já nem o chamou para a deslocação a Guimarães.

Brahimi prepara-se para deixar o FC Porto. Depois de vários avanços e retrocessos que foram protelando a transferência do internacional argelino, tudo se encaminha finalmente para a saída do jogador, que já não esteve em Guimarães, no domingo, e está fora dos planos de Nuno Espírito Santo para a temporada que se avizinha. O treinador gostaria de contar com o argelino, mas o extremo não tem estado tão focado no trabalho diário, perturbado que está por não ter noção, ainda, do que o futuro lhe reserva. Ao que O JOGO apurou, a saída vai mesmo acontecer. E com a não convocatória para Guimarães, Brahimi percebeu que já não há outro caminho. Até lá, no entanto, vai manter-se a trabalhar e, se não houver entretanto mais opções no FC Porto, até pode vir a ser utilizado.

Com o atual treinador, Brahimi foi perdendo protagonismo à medida que o estágio de preparação da equipa foi decorrendo, surgindo como suplente de Otávio no último particular em terras germânicas, contra o Bayer Leverkusen. O brasileiro foi novamente aposta de Nuno Espírito Santo no D. Afonso Henriques. Aliás, o jogo com o V. Guimarães mais não fez do que confirmar a saída anunciada há muito por O JOGO e que só não aconteceu antes por causa de um mercado de transferências estranhamente parado entre junho e julho, muito também por causa do campeonato europeu.

Com o campeonato inglês na primeira linha das preferências do internacional argelino, com Chelsea, Arsenal e Liverpool entre os pretendentes, outros emblemas como Milan e Zenit também já foram colocados no caminho de Brahimi. O avançado, recorde-se, tem uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, e ainda que se esteja longe de um encaixe financeiro dessa dimensão, a SAD irá contabilizar metade da venda, uma vez que só detém 50 por cento dos direitos económicos sobre o jogador. A liquidez é necessária para o ataque em outras frentes.