"Querem colocar o carimbo de arruaceiro ao Sérgio Conceição"

"Querem colocar o carimbo de arruaceiro ao Sérgio Conceição"

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Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, afirmou esta noite no Porto Canal que "o Boavista tentou que não houvesse jogo", assinalando o tempo útil de jogo do dérbi no Bessa

"O Sérgio Conceição festejou de forma exuberante, porque não é normal quando se festeja um golo da vitória para além dos 90. E por causa disso foi expulso", afirmou Francisco J. Marques, esta terça-feira, no programa Universo Porto de Bancada, referindo-se à expulsão do treinador do FC Porto nos momentos finais do jogo com o Boavista, decidido aos 95 minutos com um golo de Hernâni.

"A perplexidade é quando se compara com o comportamento que o Jorge Simão teve desde o início do jogo, saindo várias vezes da área técnica. Chegou a ir ao meio-campo, chegou a esbracejar quando não conseguiu fazer uma substituição. Querem colocar o carimbo de arruaceiro ao Sérgio Conceição, que não o é de todo. Todos nos lembramos do regime de exceção que teve Jorge Jesus durante anos, que fazia o que queria. O Sérgio também tem a sua forma intensa de viver os jogos", acrescentou o diretor de comunicação do FC Porto. "O árbitro-assistente foi o responsável pela expulsão e não teve a mesma atenção com Jorge Simão. O Sérgio Conceição é um grande treinador, foi um grande jogador, foi um grande internacional da nossa seleção com uma folha de serviços que não está ao alcance de qualquer um e merece respeito", concluiu.

Para Francisco J. Marques o treinador do FC Porto foi até feliz na forma como, na rede social Twitter, abordou a expulsão: "O Sérgio Conceição acertou no termo utilizado, porque o jogo do Bessa foi mesmo uma batalha desde que começo até que terminou, devido à excessiva agressividade dos jogadores do Boavista, que contou com a complacência do árbitro", disse antes de destacar a questão do tempo útil de jogo. "Esteve sempre parado, muitas faltas sem serem sancionadas, lances que deviam ser amarelo, como aconteceu numa falta sobre Marega e Herrera. O Boavista tentou que não houvesse jogo. Nos primeiros 15 minutos jogaram-se cinco e meio. O tempo útil de jogo foram 45 minutos e 27 segundos. Esta mentalidade no futebol português tem de acabar", disse antes de concluir.

"Há aqui outra coisa surpreendente. O Boavista tem um razoável plantel e está numa classificação abaixo do que era expectável, muito porque ao longo do campeonato tem sido uma equipa bastante macia; falta-lhe agressividade. Vem jogar com o FC Porto, com uns níveis de agressividade... Se o Boavista tivesse metade desta agressividade, de certeza que não estava nos lugares de despromoção. Acho que isto é mais do que o efeito do dérbi. Tem de ser mais do que o efeito do dérbi... E por aqui me fico.", finalizou Francisco J. Marques.