Imbula: falsa identidade para a estreia

Imbula: falsa identidade para a estreia
Vítor Rodrigues/Carlos Gouveia

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Tinha quatro anos, mas os clubes só podiam inscrever os jogadores aos seis e a história aconteceu num emblema de bairro de Paris.

A história de Giannelli Imbula, jogador, último reforço do FC Porto, começa em Paris quando tinha apenas quatro anos e assina o primeiro contrato com um clube local, sob uma falsa identidade porque não eram permitidos jogadores com menos de seis anos. As habilidades daquele miúdo de origem belga chamaram a atenção dos responsáveis do Racing Paris, onde esteve até aos 13 anos, altura em que chegou ao Paris SG. Não ficou lá sequer um ano. "Fui muito mal recebido. Era jovem, mas agora, à distância, não posso considerar que a minha passagem pelo Paris SG tenha sido um fracasso", contou numa entrevista a um jornal francês. Foi na Bretanha, no Guingamp, que terminou a formação. Uma escolha que se revelaria acertada visto que com apenas 17 anos e fã incondicional de Diaby (Arsenal), fez os primeiros jogos como profissional.

Dois anos mais tarde defrontou o Marselha para a Taça de França, rubricou uma grande exibição e abriu as portas de um dos grandes do futebol francês, onde chegaria no verão de 2013, já com o estatuto de melhor jogador da II Liga. Apesar da concorrência dos experientes Benoit Cheyrou e Alaixys Romao, o novo reforço portista conquistou rapidamente a titularidade à custa de um pé esquerdo virtuoso e da capacidade física. Com 53,8 passes em média por jogo e uma percentagem de assertividade de 89,9 por cento (dados relativos à época passada), Imbula apresenta outros números interessantes: 1,8 faltas cometidas por partida e 1,3 remates em média, o que confirma alguma apetência ofensiva. A entrega, essa, é sempre a mesma. "Pouco importa se joga uma final de um campeonato do mundo, ou se faz uma peladinha com os amigos, não vai mudar nada. Vai abordar sempre os jogos da mesma forma", explica um ex-dirigente do Guingamp.