"Há uma certa pressa em realizar as eleições que eu não entendo"

"Há uma certa pressa em realizar as eleições que eu não entendo"
Joana Carvalho

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José Fernando Rio lidera a lista C nas eleições do FC Porto

José Fernando Rio, primeiro nome da Lista C às eleições do FC Porto, mostrou-se esta sábado opositor da data proposta para a realização do ato eleitoral, ou seja, 6 e 7 de Junho.

"Foram sorteadas as letras e a minha é a letra C, de campeão", começou por dizer antes de revelar a discordância sobre o possível data. "Houve algum contraditório e o Dr. Matos Fernandes terá de tomar uma decisão, porque é ele que tem essa responsabilidade. Não conta com a totalidade de apoio. Sei que vivemos tempos difíceis, diferentes, extraordinários, mas a eleição do FC Porto merece que sejam cumpridos todos os regulamentos e que existam condições normais para as pessoas apresentarem os seus projetos e as suas ideias. Que haja a oportunidade de trocar opiniões com os sócios e que o dia decorra com segurança, para que a saúde não seja posta em casa", começou por dizer.

"Parece-me que, para um processo que esteve quase dois meses em suspenso devido ao estado de emergência e pandemia, há uma certa pressa em realizar as eleições que eu não entendo muito bem, porque acima de tudo está o interesse dos sócios, que têm de ser esclarecidos sobre os programas e os projetos de cada candidatura, e também a saúde dos sócios", acrescentou.

José Fernando Rio assume, preferia outra data: "Não me parece que no início de junho possam estar reunidas as condições para grandes aglomerações sem colocar em causa a saúde pública. Vamos aguardar com serenidade. Estamos prontos, temos o projeto pronto, as ideias estão alinhadas e vamos à luta, mas preferíamos que fossem noutras condições, tendo em conta os sócios do FC Porto".

"Numa campanha eleitoral tem de haver debate, esclarecimento das pessoas. E sem haver contacto ou proximidade, o esclarecimento não é total. Sei que há entrevistas nas televisões, nos jornais, nas rádios, até pode haver um debate, embora me pareça que, pelo menos um dos candidatos não o queira. É um processo eleitoral coxo, porque faltará esse debate e o esclarecimento dos sócios mais profundo. Não sei se estão reunidas as condições para que haja uma afluência em massa, que com um numero tão elevado de candidaturas justificaria. No início de junho ainda haverá algum receio das pessoas de se cruzarem e aglomerarem", afirmou sobre o memso assunto, a data das eleições.

A opção por dois dias, ao contrário do habitual dia único em que as mesas de voto funciona, Rio disse: "Preocupa-me. Não lhe queria chamar atropelos, mas parecem-me exceções a mais aos estatutos do FC Porto. Deveríamos tentar cumpri-los ao máximo. Este processo todo já teve tantas exceções, que ele acaba por ficar um pouco inquinado. Mas pronto. Não é num dia, será em dois, desde que sejam salvaguardadas todas as medidas de segurança. De certeza que serão tomadas as medidas. Dois dias acaba por repartir as pessoas, mas era preferível adiar as eleições e realizá-las numa altura em que pudessem decorrer com normalidade, num só dia, e com a afluência que os sócios entendam. Quem quiser votar, vem votar e não está condicionado por estar muita gente ou não", finalizou.