"Há muita coisa para acontecer em 2020", afirma Sérgio Conceição

"Há muita coisa para acontecer em 2020", afirma Sérgio Conceição

Na conferência de imprensa de antevisão ao duelo com o Santa Clara, o treinador do FC Porto explicou por que razão está confiante na conquista do título de campeão nacional no final da temporada.

Boa exibição frente ao Tondela: "O futebol e a vida são feitos de resultados. Queremos muito dar continuidade ao que fizemos no último jogo. Houve aspetos que temos de melhorar, os jogos não são perfeitos, mas houve muitas coisas positivas que me agradaram. Dar continuidade, trabalhar em cima coisas boas e principalmente das coisas menos boas, para que a equipa seja cada vez mais consistente. Pode, dentro da nossa forma de jogar, haver jogadores de características diferentes nesses lugares, que tornam diferente a nossa forma de jogar".

Sobre possível retoques no plantel em janeiro: "Já disse que o plantel me dá garantias para competir da melhor forma em todas as competições em que estamos inseridos. Vai continuar assim, desta forma".

Melhoria na forma de jogar e otimismo para o futuro: "Amanhã [quinta-feira] temos um jogo importante, temos de focar-nos nele. Passámos na Liga Europa em primeiro lugar, mas numa forma em que a equipa, na minha opinião, em muitos momentos podia ter feito mais e melhor. No campeonato, é verdade que não contávamos com a derrota no nosso primeiro jogo e os dois empates. Faz parte do trajeto das equipas, não riscamos que não aconteçam mais percalços do género, mas penso que as dificuldades que sentimos na Liga Europa também sentimos no campeonato. Mesmo ganhando ao Feyenoord temos de trabalhar para melhorar. Há coisas que são visíveis. Estamos na Taça de Portugal, estamos a um passo da final four da Taça da Liga. Há muita coisa para acontecer em 2020, tem a ver com a qualidade do plantel. Daí o meu otimismo".

Aposta em Uribe e Otávio no meio-campo: "São jogadores de características diferentes, como vocês sabem, não é preciso perceber muito de futebol para ver isso, como também não é preciso perceber muito para ver que o Nakajima jogou a 10. São jogadores que dão coisas diferentes em momentos em que acho importante que eles joguem. Percebendo características individuais de cada jogador, formo a estratégia, com nuances diferentes no meio-campo ofensivo, mas a reação à perda de bola tem de ser a mesma, concentração e foco na transição defensiva tem de ser o mesmo. Há momentos em que necessito de um duplo pivô onde um deles seja mais seis e o outro seja mais oito, há jogos em que preciso de dois oitos, e os quatro homens, os das alas e os da frente, a fazerem movimentos e ocupação de espaços fundamentais para não darem referências ao adversário e explorar da melhor forma, em pouco espaço, essas fragilidades. Acho que devíamos falar mais vezes destas situações. Para os apaixonados de futebol é melhor falar destas questões".