Francisco e Bernardo foram os últimos da lista: os pais e filhos que já jogaram no FC Porto

Francisco e Bernardo foram os últimos da lista: os pais e filhos que já jogaram no FC Porto
Carlos Gouveia

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Depois de Francisco Conceição foi a vez de Bernardo Folha imitar o pai, António, e também jogar pela equipa principal do FC Porto. Ramos, André, Paciência e Sousa são os outros "clãs" que fizeram história nos dragões nos últimos 40 anos. Francisco e Bernardo tentam seguir as pisadas dos progenitores, que são ídolos do clube

As oportunidades que Sérgio Conceição concedeu no jogo da Taça da Liga permitiram que o leque de pais e filhos que representaram a equipa principal do FC Porto tenha aumentado para seis nos últimos 40 anos.

Com António, atual treinador da equipa B, a recuperar de uma cirurgia, Bernardo entrou aos 74" na receção ao Rio Ave e juntou o apelido Folha a outros quatro que, quis o destino, também atuaram pelos dragões. Nenhum o fez em simultâneo - há alguns casos desses no futebol mundial, como Rivaldo e Rivaldinho ou Henrik e Jordan Larsson -, mas em tempos diferentes. Neste caso, mais de 20 anos separam o último jogo do pai António pelo FC Porto da estreia do filho Bernardo.

Ter descendentes que seguem as pisadas profissionais do progenitor é habitual no futebol, contudo não são assim tantos os exemplos dos que conseguem jogar na mesma equipa e menos ainda quando se trata de um grande.

Contudo, nos últimos anos o paradigma alterou-se e tem-se vivido um regresso ao passado com uma maior aposta na formação [por onde passam vários descendentes de antigos craque], fruto sobretudo das restrições financeiras, mas também da qualidade do trabalho feito no Olival. E isso permite que o FC Porto tenha dois exemplos bem recentes de pais e filhos a jogarem na equipa principal porque, como se sabe, também Francisco Conceição está a seguir as pisadas do pai, Sérgio. Neste caso, a "espera" foi menor: um pouco menos de 17 anos entre a despedida do progenitor e o concretizar do sonho do filho.

Outro exemplo está na família Ramos, com a curiosidade de o pai, Vitoriano, defesa de raiz, e o filho, Francisco, médio, terem vestido exatamente o mesmo número de vezes (4) a camisola principal do FC Porto. Um em 1985/86, o outro 2015/16.

Olhando para os números, pode dizer-se que a família André é a mais bem sucedida até à data. O pai António, carismático médio campeão europeu em Viena, fez grande parte da sua carreira nas Antas - ainda é o sétimo que mais vezes jogou pelos portistas - e o filho André André ficou perto da centena de jogos, numa passagem de três temporadas pelo Dragão.

Domingos, outro histórico do clube, também viu o filho, Gonçalo, jogar e marcar pelo seu FC Porto.

Finalmente, o clã Sousa com António e Ricardo, a que por pouco não se juntou também o neto Afonso. Este esteve na equipa B e treinou algumas vezes na equipa principal, mas nunca chegou a ser convocado.

Quando o míster janta lá em casa

Sérgio é o único treinador do FC Porto que treinou um filho na equipa principal, mas nos bês, como se sabe, António trabalha com Bernardo. Ao mais alto nível o clá Conceição faz história e mesmo por esse mundo fora, ao longo dos últimos anos, não são assim tantos os exemplos, sobretudo em clubes grandes.

Mas há, e os mais mediáticos são Johan Cruyff, que orientou o filho Jordi durante 52 jogos no Barcelona, entre 1994 e 1996, Sir Alex Ferguson, que utilizou utilizou Darren no Manchester United entre 1990 e 94 e Zinedine Zidane, que apostou em Ezo em 24 partidas pelo Real Madrid. Há ainda os exemplos de Cesare Maldini, que treinou Paolo Maldini no Milan e na seleção italiana e ainda Danny Blind, que comandou Daley Blind em 14 jogos, na seleção dos Países Baixos.