Fernando Gomes sobre Vitinha: "Inicialmente, teria sido indispensável vender"

Fernando Gomes sobre Vitinha: "Inicialmente, teria sido indispensável vender"
Bruno Filipe Monteiro

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Declarações de Fernando Gomes, administrador da SAD do FC Porto, na sequência da apresentação dos resultados financeiros

Vitinha e o negócio com o Wolverphamton: "O Vitinha, inicialmente, teria sido indispensável para cumprirmos [o orçamento], mas, felizmente, fomos mais longe do que tínhamos pensado ir na Liga dos Campeões e, já depois de ter terminado, houve um reajustamento e o FC Porto teve um crescimento que não estava previsto quando entrou na prova. Isso permitiu uma folga financeira que não tínhamos antes. Por outro lado, concretizámos algumas vendas, que foram pequenas, mas ajudaram. O Chidozie, por exemplo, foi um dos que não estava previsto vender-se e acabou por vender. O Danilo, que se estava na dúvida se ia ou não ia, se a coisa se ia cumprir por parte do Paris Saint-Germain... E as coisas equilibraram-se em relação a essa situação. Acabou por ser possível estabelecer esse equilíbrio. Se tivéssemos ficado ligeiramente abaixo do valor das vendas, mesmo assim íamos ficar um resultado... Assim, foi melhor do que o esperado".

Negócios de jogadores com o V. Guimarães: "Como se tratou de compra e venda, equilibrou o ativo e o passivo. Ou seja, comprei pelo mesmo valor que vendi. A prazo, o resultado é zero. Não teve influência. No imediato não é bem assim, mas, a prazo, o resultado é zero".

Renovações de jogadores: "Desculpem a resposta economicista. A circunstância de aumentar os custos com o plantel é óbvio que é uma preocupação. Se vou renovar [com um jogador], é óbvio que vou aumentar. Agora, se esta renovação se faz para mais tarde poder ter alguma mais-valia com a transação do jogador, ótimo. Isso não se trata de uma despesa, mas de um investimento. E é isso que a administração liderada pelo presidente faz no dia a dia: verificar até que ponto as renovações não uma despesa por princípio, mas uma investimento no sentido de rentabilizar o passe desse jogador. Por outro lado, muitos deles rentabilizam-se jogando e sendo indispensáveis ao sucesso da equipa. Se esta tiver sucesso, depois também irá longe na Liga dos Campeões e tem compensação por outro lado. Há múltiplos fatores".