FC Porto "não se esconde" e não se demitirá da Direção da Liga

FC Porto "não se esconde" e não se demitirá da Direção da Liga

Garantia de Francisco J. Marques a O JOGO.

Na sequência da demissão do Benfica da Direção da Liga, O JOGO apurou que os dragões não vão seguir o exemplo das águias. "O FC Porto, nos momentos difíceis, nunca se esconde", expressou ao nosso jornal Francisco J. Marques, diretor de comunicação e informação do clube.

A demissão do Benfica, recorde-se, acontece poucas horas depois de António Salvador, presidente do Braga, ter dito, em reunião com o presidente do organismo e os 18 emblemas da I Liga, que os clubes membros da Direção se deviam demitir por inoperância.

O JOGO apurou que as críticas do dirigente dos arsenalistas estavam relacionadas com um conjunto de cartas que Pedro Proença enviou ao Governo e à Presidência da República, cujo teor era desconhecido pelos clubes. Por essa razão, apontou o dedo aos oito que integram a Direção da Liga - Benfica, FC Porto, Sporting, Tondela, Gil Vicente, Leixões, Mafra e Cova da Piedade -, argumentando que, se desconheciam a iniciativa de Proença não estão na Direção a fazer nada, e se sabiam acabaram por atraiçoar os restantes clubes.

A propósito dessas cartas, o presidente da Liga esclareceu os interlocutores que em momento nenhum ofereceu os direitos televisivos a operadores de sinal aberto sem quaisquer contrapartidas para os clubes e para os operadores que são seus proprietários. Ao contrário, assumiu, isso só aconteceria se todos fossem ressarcidos em cerca de 50 milhões de euros pela transmissão dos jogos das 10 últimas jornadas, conforme a carta que escreveu ao ministro da Economia.

A Direção da Liga tem ainda, além dos clubes mencionados acima, Pedro Proença e José Couceiro (FPF) como membros. Pode funcionar até um terço do quórum máximo.