"Estou convencido que daqui a dois anos teremos o nosso centro de estágio"

"Estou convencido que daqui a dois anos teremos o nosso centro de estágio"

Para assinalar os 40 anos enquanto presidente do FC Porto, Pinto da Costa deu uma entrevista à Revista Dragões em que falou do passado do clube, mas também do que falta fazer.

O que falta fazer: "Faltam-me ganhar todos os jogos que ainda vamos ter. O que me falta, em termos práticos, que estou convencido que vai acontecer - agora mais do que nunca, e não posso dizer mais do que isto - é fazer o nosso centro de estágio. E estou convencido - o meu mandato acaba daqui a dois anos - que daqui a dois anos teremos o nosso centro de estágio. Não me pergunte onde nem com quem, mas repito que estou agora convencido de que vamos ter o nosso centro de estágio pronto daqui a dois anos. E depois o que me falta é ir embora"

Satisfação pelo museu: "Quando propus fazer um museu, houve um administrador que me disse que fazer o museu era um tufão que ia passar no FC Porto. Eu disse: "Olhe, se o tufão - havia uma telenovela, a Avenida Brasil, que tinha um indivíduo que era o Tufão - vier, até bom, que esse gajo é muito popular. É o da telenovela que está a falar, não é?" Ele disse que não, e eu: "Olhe, com tufão ou sem tufão, eu vou fazer o museu."

Comparação com o do Barcelona: "Lembro-me que fui a Barcelona com um arquiteto espanhol ver o museu do Barcelona. Disse-lhe: "Para fazer isto, não faço nada. Isto não é nada. Isto é camisolas, recortes de jornais e são taças, não tem a história do clube. O Antero [Henrique] foi fundamental, fomos tendo umas ideias, uns lembravam-se do autocarro, outros do Lucho [cão] e do holograma que fizeram lá comigo. O certo é que não há ninguém que não fale no Museu FC Porto. Ainda agora aconteceu com a Lázio, eles foram ao museu e passaram o jantar a falar daquilo. Os do Leipzig disseram que o único museu que se pode comparar com este é o da Porsche, em Leipzig, mas que este estava ao nível."

Nome do estádio do Dragão: "Houve uma proposta para pôr o meu nome, o que eu acho absurdo. Perguntava: "Então eu sou o presidente e vou pôr o meu nome no estádio?". E a direção dizia: "Não, somos nós." E eu: "Nós não, vão pensar que fui eu que vos disse. Se puserem o meu nome no estádio, demito-me." Esta obra, até pela guerra que nos fez o presidente da Câmara, que quis inviabilizar isto, também foi um momento alto."