"Estou com mais azia", admite Sérgio Conceição e explica porquê

"Estou com mais azia", admite Sérgio Conceição e explica porquê

Treinador do FC Porto fez a antevisão ao jogo com o Moreirense, desta sexta-feira

Pediu informação extra ao Loum, que chegou do Moreirense no mercado de inverno? "Só situações de bola parada. Temos informação de tudo, quem pisa a área do penálti, o segundo poste, quem coça a cabeça. Temos acesso a tudo. Só confirmei uma situação com o Loum e ele disse que era verdade."

Eventual anti-jogo do Guimarães, que se falou durante a semana. "São situações que acontecem connosco, e muitas vezes passam despercebidas ao adepto e ao jornalista, que não veem o que faz o apanha bolas. Nós temos a filmagem aberta, que apanha todo o campo, vemos alguns comportamentos que às vezes não são normais e que com uma reprimenda resolvem-se, como fez o Silas no Jamor. Existem as reposições de bolas dos guarda-redes, as paragens para o staff médico entrar em campo... O Luís Castro disse que tiveram de baixar linhas. Não houve uma equipa que criou seis ou sete ocasiões claras contra o V. Guimarães como nós. Tivemos muitas situações para ganhar o jogo. A intensidade não tem a ver com o saber jogar ou não ter posse de bola. Não me interessa a posse de bola passiva. O que eu vejo é que os adversários, por vezes, são obrigados a alterar a identidade das equipas. Se eu jogasse com o FC Porto obviamente que iria ter cautelas e precauções face à intensidade grande que colocamos em campo. Isso é normal. O Moreirense, e não está em quinto lugar por perder tempo no jogo. É fiel à sua identidade. O principio da equipa passa por jogar e ir à procura da baliza adversária."

Corona castigado para o jogo da Roma. Estava à espera? "Eles leem os pensamentos dos jogadores. Está pronto para este jogo e é o que me interessa. Depois falaremos do resto. A nossa Liga dos Campeões é amanhã"

Na semana passada tinha cinco pontos de vantagem, agora são três. A pressão é diferente? "Estou com mais azia, mas a pressão é igual. Estávamos a cinco pontos, agora estamos a três, perdemos dois pontos importantes. Temos de olhar para isso de forma tranquila. Perdemos dois pontos, mas a jogar desta forma vamos ganhar muitos jogos, os necessários para sermos campeões. Se calhar há jogos em que criamos muito menos e ganhamos 1-0, como foi no Bessa. O futebol é isto."

Número de brasileiros no grupo: "Não estou atento à nacionalidade dos jogadores, cor da pele, se gostam de filmes ou de jogar playstation. Vejo o jogador naquilo que ele é como jogador e como pessoa. Se é brasileiro, africano ou português é-me igual. Temos jogadores brasileiros que não são tipicamente brasileiros. Os que tenho aqui são diferentes da chamada escola brasileira. Não diferencio o jogador pela nacionalidade. É igual para mim. Quero é bom jogadores."