Dragões perderam poder de fogo

Carlos Gouveia

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Até ao final de novembro os extremos tinham marcado 13 dos 43 golos. Jackson assinara outros 12. Desde então, o Cha Cha Cha faturou por 15 vezes e os alas têm apenas quatro golos.

Jackson - apesar de ter ficado em branco em Alvalade - tem batido todos os recordes de faturação. O problema recente dos portistas em encontrar a baliza contrária pode ser, em grande parte, explicado pelo menor rendimento dos extremos, jogadores que por norma marcam com regularidade no FC Porto.

James esteve lesionado seis semanas, perdeu sete jogos, mas está em branco desde o dia 25 de novembro do ano passado. Dito de outra forma, não marca há nove encontros e já igualou o seu maior período de "seca" da época passada. Ainda assim, continua a ser o segundo melhor marcador da equipa com oito golos, todos eles marcados entre setembro e novembro.

Esse também foi, curiosamente, o período mais fértil para Varela, com quem James jogava no apoio a Jackson. O Drogba da Caparica assinou cinco dos seis golos que tem esta temporada nesses dois meses. O outro foi na goleada ao Gil Vicente, já em 2013.

Dito doutra forma, até ao final de novembro os extremos do FC Porto tinham marcado 13 dos 43 golos da equipa. Jackson assinara outros 12. Desde então, o Cha Cha Cha faturou por 15 vezes e os alas têm apenas quatro golos.

A austeridade chegou aos extremos e só há o registo de um golo de cada um deles em 2013: Varela, Izmailov, Atsu e... Defour, que contra o Gil Vicente marcou atuando sobre a esquerda do ataque.

Nos últimos três jogos, os golos foram assinados por Jackson (dois ao Rio Ave) e João Moutinho (no triunfo sobre o Málaga). Além disso, os alas têm tido pouca influência, com exceção da assistência de James contra os vila-condenses, e a qualidade ofensiva dos dragões ressente-se.

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