Derrapagem da SAD obriga a vendas

Otamendi entrará nas contas, mas não será o único

"O sortilégio do futebol tem sido esta época agreste com o FC Porto, mas a convicção de todos é a de continuar a trabalhar para nos mantermos como a primeira potência do futebol nacional." Estas linhas, assinadas por Pinto da Costa no Relatório e Contas do 1º semestre de 2013/14, dão conta dos percalços desportivos dos dragões, extensíveis às finanças, que para já registam um prejuízo de 29,2 milhões de euros. E, ainda que o encaixe com a saída de Otamendi (12 milhões) tenha de ser contabilizado em balanços futuros, a verdade é que, até finais de junho, o FC Porto está praticamente obrigado a fechar pelo menos mais uma "venda" de vulto.

Dir-se-á que tem sido essa a norma na gestão da SAD, que até regista alguns dados positivos, nomeadamente na diminuição do passivo em cerca de 7,5 milhões de euros (está agora nos 213 milhões). A sociedade, porém, está com capitais próprios negativos, já que o prejuízo do semestre "absorveu" os lucros do exercício passado.