Contas feitas: histórico favorece o apuramento do FC Porto

Contas feitas: histórico favorece o apuramento do FC Porto
André Morais | Bruno Filipe Monteiro

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Dragões jogam futuro na Liga Europa com a história como aliada: nas sete vezes em que tinham de pontuar em casa para passar uma fase de grupos, tiveram sucesso em seis

Uma vitória na receção ao Feyenoord é suficiente para os dragões carimbarem o apuramento para os 16 avos-de-final e até poderá dar o primeiro lugar se o Young Boys surpreender o Rangers.

Há uma regra instituída desde o início do milénio que diz que, sempre que o FC Porto precisou de pontuar em casa na última jornada de uma fase de grupos das provas europeias para seguir em frente, foi bem sucedido em mais de 85 por cento das vezes. A história deste período de tempo tem registo apenas de uma exceção (Liga dos Campeões de 2011/12) que os dragões não querem - nem podem - repetir hoje, quando receberem o Feyenoord para o acerto de contas do Grupo G da Liga Europa.

A vitória (2-1) em Berna, com o Young Boys, faz com que os portistas dependam exclusivamente de outro triunfo para atingir os 16 avos-de-final da prova, mas até pode nem ser necessário tanto. A imitação do resultado dos suíços em Glasgow poderá ser suficiente, pelo facto de terem vantagem no desempate do confronto direto, desde que este não seja, como é óbvio, a derrota. Nesse caso, ficariam as duas de fora e quem avançaria seriam os holandeses.

Depois de um percurso de altos e baixos, o FC Porto chega à derradeira jornada com possibilidades de terminar em todos os lugares possíveis (do primeiro ao último). Para ver concretizado o melhor cenário, a equipa de Sérgio Conceição terá sempre de derrotar o Feyenoord e ainda esperar que o Rangers não vença o Young Boys, para que possa fechar com dez pontos e os escoceses, no máximo, com nove.

Dessa forma, seria cabeça de série no sorteio dos 16 avos-de-final, o que significaria defrontar um dos segundos classificados dos outros grupos ou um dos quatro piores terceiros classificados da Liga dos Campeões. Refira-se, a título de curiosidade, que o cenário mais indesejado (último lugar e consequente afastamento) só acontecerá se os azuis e brancos perderem com os holandeses e os helvéticos pontuarem na Escócia.

Os portistas têm o contexto como aliados, mas o falhanço protagonizado por Vítor Pereira em 2011/12 em condições bastante idênticas às atuais é suficiente para franzir alguns sobrolhos. Hulk, James e companhia também entraram na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões a precisar de ganhar ao Zenit para ultrapassar os russos, e até chegar ao primeiro lugar, mas não foram além de uma igualdade (0-0) que os atirou para a Liga Europa dessa temporada.

Nas outras seis ocasiões, porém, alcançou sempre a qualificação. Inclusive quando dependia de terceiros, como sucedeu na temporada seguinte à conquista da Champions, sob o comando do espanhol Víctor Fernández.

Os três cenários possíveis:

VITÓRIA - Qualificação automática. Se o Rangers não vencer o Young Boys, o FC Porto até poderá ser primeiro e, dessa forma, ser cabeça de série no sorteio da próxima fase. Neste cenário, os dragões defrontariam um dos segundos classificados da Liga Europa e ou um dos quatro piores terceiros classificados da Liga dos Campeões.

EMPATE - O apuramento só se concretiza se o Young Boys não vencer em Glasgow. Neste cenário, os portistas seriam segundos do grupo, o que significa que nos 16-avos-de-final defrontariam um dos primeiros classificados da Liga Europa ou um dos quatro melhores terceiros classificados da Champions.

DERROTA - Afastamento automático da prova.