Brahimi em exclusivo a O JOGO: "Nunca fui egoísta"

Brahimi em exclusivo a O JOGO: "Nunca fui egoísta"
Carlos Gouveia

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O argelino do FC Porto foi o jogador mais votado pelos leitores d'O JOGO na eleição do melhor onze de 2017 e, em declarações ao nosso jornal, fez um balanço de 2017 e traçou os objetivos para o ano que agora começou.

Brahimi agradeceu aos leitores de O JOGO pela distinção como o melhor jogador de 2017 e não escondeu a honra, prometendo aos portistas trabalhar cada vez mais para que 2018 seja o ano do regresso aos títulos. Na sua opinião, ainda há muito para melhorar.

Que significa para si receber esta distinção por parte dos leitores de O JOGO?

-É uma grande honra. Foi um ano em que trabalhei duro e estou feliz. Receber este prémio dá-me ainda mais motivação para seguir em frente, trabalhar mais com o objetivo de melhorar a cada dia.

Que balanço faz do ano que agora terminou?

-Foi um ano com dois períodos distintos. O passado pertence ao passado, mas aprendi muito com os momentos mais difíceis, para que hoje, com a confiança que o míster me transmite, possa corresponder da melhor maneira e dar uma grande resposta de cada vez que os meus colegas, o meu treinador e o meu clube necessitem. Sinto-me bem, mas sempre com o espírito de que é necessário continuar a trabalhar para melhorar.

Aos golos, tem aliado muitas assistências. Pode dizer-se que está menos egoísta?

-As pessoas podem pensar isso pela minha forma de jogar, mas egoísta nunca fui... Tento sempre dar o meu máximo, ter cada vez mais assistências, marcar cada vez mais golos, porque é isso que faz a diferença entre um jogador normal e os de topo. Tenho de continuar a trabalhar para ser mais decisivo e ajudar o clube.

O FC Porto está em todas as frentes: isso leva-o a acreditar que 2018 será um ano de sucesso e do fim do jejum de títulos?

-Sabemos que ainda há um longo caminho a percorrer, com a exceção da final-four da Taça da Liga, que se joga daqui a aproximadamente 20 dias. Estamos bem, mas temos consciência de que ainda podemos melhorar muito. Temos todos fome de ganhar títulos e pessoalmente quero muito conquistá-los. Começámos bem e queremos terminar melhor, conquistando o máximo de títulos possível.

Finalmente, concorda que foi o melhor jogador em Portugal em 2017?

-Isso não sei [risos]... Penso sempre que posso dar mais, fazer melhor, e é com esse espírito que trabalho diariamente, para ser um jogador cada vez mais completo, mais decisivo, para ajudar o FC Porto a conquistar títulos.