"Benfica interessado em manter tudo igual"

"Benfica interessado em manter tudo igual"

Presidente do FC Porto sublinha que o sorteio vem proteger e dar tranquilidade aos árbitros

Pinto da Costa aproveitou o espaço onde habitualmente escreve na revista "Dragões", que chega hoje às bancas, para falar sobre o sorteio dos árbitros, sublinhando que esta "é uma medida para proteger a competição de nomeações incompreensíveis", exemplificando com o sucedido na época passada no V. Guimarães-FC Porto. Para o presidente dos azuis e brancos, fica ainda "acautelada a ideia de que os melhores árbitros devem estar nos jogos de maior grau de dificuldade". "A não ser assim", acrescenta, "para que serviriam as notas que lhes são atribuídas jogo a jogo e que, no fim de cada época, ditam uma escala de valores, que vai dos que são considerados aptos a arbitrar jogos internacionais até aos que são relegados de categoria por carência de condições, sejam elas técnicas ou psicológicas". "Desta forma e sem uma explicação dos critérios que ditaram algumas nomeações", prossegue Pinto da Costa na sua intervenção, "os árbitros passam a ser sorteados segundo a sua valia e segundo o grau de dificuldade do jogo".

Enquanto aguarda que a Federação Portuguesa de Futebol não contrarie a votação dos clubes, o presidente do FC Porto explica ainda não ver motivos para que os árbitros não possam exercer as suas funções com tranquilidade: "Intranquilidade é um árbitro não ter a perceção clara de que em condição equiparável está sempre em pé de igualdade com os demais com o mesmo estatuto para ser chamado."

Ainda na sequência do sorteio dos árbitros aprovado pelos clubes, a edição de ontem da "Dragões Diário" não deixou passar sem resposta as recentes declarações de Rui Gomes da Silva, a quem se refere como "ex-ministro do PSD", sublinhando compreender o porquê do Benfica ter estado contra: "A verdade é como o azeite e vem sempre ao de cima. É óbvio que o Benfica estava interessado em manter tudo como estava no Conselho de Arbitragem, ou não fossem as suas nomeações tantas vezes incompreensíveis e quase sempre simpáticas para o clube lisboeta. O ex-ministro do PSD agarra-se até a uma hipotética intervenção da UEFA, que ainda há pouco mais de um ano disse ser um organismo com "incapacidade de se atualizar". E no que toca a "originalidades", o último campeonato nacional esteve cheio delas."