Folha: "Há que melhorar o futebol português. Toda a gente quer? Ninguém quer"

Folha: "Há que melhorar o futebol português. Toda a gente quer? Ninguém quer"

Declarações de António Folha, treinador do FC Porto B, depois do empate a um golo em Aveiro, casa emprestada do Académico de Viseu na 32ª jornada da II Liga SABSEG

Penálti reclamado: "É normal os bancos saltarem e acharem que é penálti. A sensação que tenho é que a bola bate na mão. Mas se o árbitro não vê... Eu acredito que não viu, porque, se visse, obviamente que marcava. Se calhar foi traído por algum movimento de cabeça de algum jogador. Isto, no futebol, é normal. Acredito sempre nas pessoas e isso é o mais importante. Agora, quando também me exalto um bocadinho, as pessoas têm que acreditar em mim e não é por isso que não sou sério. Por isso, as reações naturais de um treinador que está no banco, de pessoas sérias, de treinadores que lutam muito todos os dias para melhorarem as suas equipas para ganhar. Há que melhorar o futebol português. É isso que toda a gente quer. Mas continuo a dizê-lo: toda a gente quer? Eu digo: ninguém quer. É uma opinião minha".

Dura a Gonçalo Borges por domínio em habilidade falhado: "Sou o melhor amigo dos meus jogadores, mas também sou o mais crítico e o mais exigente. O futebol é uma coisa muito séria e, comigo a treinador do FC Porto, eles sabem disso. Não admito que haja desleixo e falta de respeito pela profissão. Este tipo de lances não fica bem a um profissional de futebol. É mais circo. E o Gonçalo, que é um excelente jogador, está em crescimento e tem feito uma época muito boa, de vez em quando tem necessidade de fazer muita magia".

Empate justo: "Sim. 1-1. É o que é. Tenho disto várias vezes, mas acho que foi um bom jogo de parte a parte, com oportunidade de golos e a minha equipa veio fazer o que faz em todos os campos, que é tentar ser dominadora com bola, a tentar não deixar que o adversário nos cria perigo nas transições e hoje, de facto, estivemos bem. Fizemos uma excelente primeira parte, uma segunda a dar continuidade ao que fizemos e ganhámos um ponto. Mas o mais importante é o crescimento da equipa e de alguns jogadores que também não têm vindo a jogar tanto. Eles estão sempre em avaliação e têm de fazer pela vida".