Adrian López: opções em aberto

O avançado não joga desde janeiro. O futuro está em discussão, mas o elevado investimento do ano passado foi pensado para que, se tudo corresse mal, houvesse uma solução para minimizar o prejuízo

Não é preciso pesquisar muito a fundo para perceber que a relação numérica entre custo e desempenho de Adrián López é a pior de todo o plantel portista. Aliás, nem seria preciso fazê-lo. O espanhol nunca foi o protagonista que Julen Lopetegui desejou e desde a lesão em janeiro que nem voltou a jogar, mesmo estando disponível há mais de um mês. Os 11 milhões contratualizados com o Atlético de Madrid para a aquisição de 60% do passe do avançado não foram, porém, um investimento perdido. Pelo menos para já. Isto porque o FC Porto ainda não pagou nada aos colchoneros. Nem tinha de o fazer.

A SAD liderada por Pinto da Costa sabia do risco que era adquirir um jogador de 26 anos que não tem uma posição completamente definida, especialmente por ter a certeza de que Jackson ficaria mais uma época, Quaresma estava seguro e Tello e Brahimi vinham a caminho. Por isso, ao negociar o preço de 11 milhões de euros com o Atlético de Madrid, contratualizou que esse valor só tinha de começar a ser pago no último trimestre da época desportiva, ou seja até ao próximo dia 31 de junho, já depois de o campeonato terminar. Assim garantiu uma posição que nesta altura lhe permite estar confortável, tendo em conta que pode recuperar o investimento antes até de ter de pagar alguma coisa. Não se sabe se o espanhol está no mercado, mas é certo que o atacante não é consensual e que a possibilidade de sair é real. Adrián mantém um mercado vasto em Espanha, onde foi figura no Atlético de Madrid, e não será difícil que os dragões o consigam rentabilizar sem perda ou com um prejuízo diminuto. Especialmente se Jorge Mendes entrar em ação. O dono da Gestifute mediou a transferência do jogador para o FC Porto e será ele também a tratar de uma eventual saída.