"Sporting? Na janela de verão o mercado não trouxe nada de concreto"

"Sporting? Na janela de verão o mercado não trouxe nada de concreto"
Hélio Nascimento

Tópicos

Na última janela de mercado Samuel foi alvo do interesse do Sporting e de emblemas italianos.

Samuel Portugal tem mercado, a própria SAD já o disse publicamente, mas, para já, a prioridade do guardião é prosseguir com o registo de boas atuações. Dida serviu de inspiração, mas o grande ídolo foi o pai, mesmo sem nunca ter sido profissional.

O Samuel já foi associado ao Sporting e a clubes italianos. O que pensa disso?

-Fico contente, porque é sinal de que o meu trabalho está sendo observado. Na janela de verão o mercado não trouxe nada de concreto ou interessante para o clube, por isso... Sonho com voos maiores, é verdade, mas o meu foco é o Portimonense e coloco tudo nas mãos de Deus. Tenho contrato até 2025, vamos ver. Todos almejam grandes voos e eu não sou diferente.

Vai querer continuar a brilhar, para dar "corda" a esses voos...

-Claro. O meu objetivo e o de toda a equipa é a permanência, já se sabe, o que vier a mais será lucro. Funcionamos sempre em conjunto, e, pessoalmente, o trabalho está a ser recompensado com boas atuações, mas quero evoluir mais e ajudar o Portimonense a muitas conquistas.

Tem algum ídolo ou referência?

-O primeiro ídolo é o meu pai. Sim, foi guarda-redes, nunca chegou a profissional, porque só jogava nos campeonatos lá do bairro [em Teixeira de Freitas, na Baía], mas eu ia ver e ficava fascinado. Depois, no futebol mais a sério, a minha inspiração foi o Dida. Mas agora também gosto do Oblak, do Ter Stegen e do Ederson.

Recebeu muitos parabéns depois de ter ganho na Luz?

-A minha família assistiu ao jogo, no Brasil, e houve uma chuva de mensagens, todas muito carinhosas. Tenho também família em Loulé, cuja alegria foi enorme. Mas já passou toda essa euforia, a vida continua e o importante é o amanhã.

Está há três anos em Portimão, sente-se bem ou tem saudades de casa?

-Vivo com a minha esposa e tenho tios e primos em Loulé. Os contactos com a restante família também são frequentes. Filhos? Ainda não. De resto, a adaptação foi boa e rápida. Gosto muito de cá viver e até já disse à minha esposa que quando me aposentar pretendo ficar a morar em Portimão...