"Segunda vida" de Jackson Martínez em Portugal chegou ao fim

"Segunda vida" de Jackson Martínez em Portugal chegou ao fim
Hélio Nascimento

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A SAD do Portimonense não colocou obstáculos às pretensões do avançado, que pediu para sair. Para trás deixa um legado de admiração, como homem e profissional, depois de muita dedicação e sacrifício

Foram duas épocas de dedicação, muito sacrifício e alguns golos e boas exibições. Jackson Martínez terminou a sua ligação ao Portimonense, nesta segunda aventura no futebol português, muito diferente, é claro, da primeira, na qual, ao serviço do FC Porto, se cotou como um dos melhores avançados a atuar na Europa. Aos 33 anos, o Cha Cha Cha resolveu regressar ao seu país e ao Independiente Medellín, curiosamente onde tudo começou, para jogar mais uma época antes de arrumar as chuteiras.

A SAD do Portimonense aceitou o pedido do jogador - que tinha mais um ano de contrato - e não colocou obstáculos às suas pretensões, a quem, recorde-se, oferecera um cargo na estrutura, tipo embaixador, caso resolvesse continuar em Portugal. No entanto, Jackson revelou mais uma vez a sua maturidade, como profissional e como homem, reconhecendo que as condições físicas pioraram esta época. Para trás ficam 54 jogos e 12 golos (três esta temporada), tendo chegado a ostentar a braçadeira de capitão.

"Equaciono a decisão de me reformar, mas ainda não a tomei. Ou jogo mais um ano ou paro definitivamente. O meu desejo é terminar a carreira na Colômbia, embora esses fatores não dependam exclusivamente de mim, mas é isso que eu quero. Gostaria de terminar em Medellín, onde tudo começou, mas não vou fechar a porta a outras equipas", disse Jackson, no início deste mês. Na altura, já a rádio colombiana Antena 2 revelara estarem em curso negociações entre o Independiente e o avançado.

Para muito boa gente, foi um milagre o facto de o colombiano ter voltado a jogar, depois de dois anos de paragem e muitas operações pelo meio. A O JOGO, Jackson chegou a confessar que as dores não o deixavam dormir e que, embora tendo voltado a competir, pelos alvinegros, continuava a tomar medicamentos para as dores. Esta superação, aliada ao comportamento no balneário, levou à admiração geral, desde os colegas aos adversários. Na hora da despedida, fica a imagem de um homem de carácter e do fino trato de bola. Dos bons, claro.