Receita para bater o Benfica: "Se explorar essas ocasiões, tem grandes chances..."

Receita para bater o Benfica: "Se explorar essas ocasiões, tem grandes chances..."
Hélio Nascimento

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Jadson, o antigo capitão, marcou o golo do último empate dos algarvios em casa do Benfica, e agora, desde a China, acredita que vão existir espaços para serem aproveitados.

Muito à distância, na longínqua China, o central Jadson continua a seguir o futebol português e muito em especial a carreira do Portimonense, cujo próximo jogo, com o Benfica, lhe traz à memória boas recordações: a última vez que os algarvios pontuaram na Luz teve o selo do brasileiro, que marcou o golo do empate (2-2, para a Taça da Liga, em 2017/18). Agora, "pode voltar a ser uma partida equilibrada", diz Jadson, em conversa com O JOGO.

"O Benfica vai querer tomar conta do jogo, apostando no ataque, mas, ao mesmo tempo, abrindo espaço para os contra-ataques, onde o Portimonense é forte e tem jogadores muito rápidos. Se a equipa conseguir explorar essas ocasiões, tem grandes chances de pontuar na Luz", considera o atual jogador do Shandong Luneng, o líder da liga chinesa em cujo plantel figuram também Pedro Delgado (ex-Sporting) e o bem conhecido belga Fellaini.

"Vejo quase todos os jogos do Portimonense, clube pelo qual tenho um respeito enorme e um carinho imenso por tudo o que lá vivi", prossegue o defesa, que chegou em 2015 e foi campeão da II Liga. "A equipa está coesa e com uma dinâmica de jogo muito boa. Os movimentos são automatizados e têm o dedo do míster Paulo Sérgio, que conseguiu mesclar a juventude dos jogadores vindos dos sub-23 com a experiência de alguns jogadores já batidos de primeira liga".

A ligação aos alvinegros, repete, é para toda a vida. "Tenho contacto quase diário com alguns dos jogadores do Portimonense. Cheguei muito novo a Portimão, vivemos muitos momentos juntos, momentos bons, muitos, e outros não tão bons, porém, sempre juntos, como amigos e irmãos que levarei para a vida, como Ewerton, Fabrício, Ricardo Ferreira, Pedro Sá, Willyan e Lucas Possignolo, entre outros".

Jadson foi durante várias épocas o capitão dos algarvios, cargo agora ocupado por Willyan, também ele defesa central. "Sou suspeito em falar do Willyan, porque, para mim, é um dos melhores centrais a atuar em Portugal, um jogador com muita qualidade que pode jogar a trinco e faz tudo com mestria". Se a braçadeira está bem entregue, o ataque está a recompor-se da saída de Beto. "O Aponza já fez boas exibições e o Renato Júnior promete bastante, mas creio que será o Fabrício, com a sua qualidade técnica, experiência e na melhor forma física, a preencher essa vaga. E bem!", opina o brasileiro, a torcer pelos seus antigos colegas.
A concluir, Jadson, 29 anos, deixa algumas palavras sobre a atual etapa da sua carreira. "Estou muito feliz com esta aventura no futebol asiático. É uma experiência nova jogar na China, um país com outra cultura, outras ideias, que estou apreendendo e gostando do que já aprendi. Quando voltar a casa espero poder levar alguns títulos na bagagem...", conclui.