Paulo Sérgio: "Conheço o passado de alguns deles, do qual se devem envergonhar"

Paulo Sérgio: "Conheço o passado de alguns deles, do qual se devem envergonhar"
Redação com Lusa

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Declarações de Paulo Sérgio, treinador do Portimonense, após a derrota por 1-0 no terreno do Arouca, em jogo referente à 32.ª jornada da Liga Bwin.

Análise ao jogo: "Foi um jogo equilibrado também em número de ocasiões perigosas. Sentia-se a equipa do Arouca receosa em função de não ter os pontos que necessita e nós podíamos ter tirado mais partido disso, podíamos ter sido mais competitivos. Tudo bem que a primeira parte foi equilibrada, podíamos ter saído em vantagem para o intervalo, mas, no segundo tempo, a única justificação que encontro foi o calor que se sentiu no relvado, que, quiçá, tenha tolhido alguma energia e velocidade. Fomos lentos e previsíveis na segunda parte, criando duas ou três situações para marcar, podíamos ter provocado mais o Arouca e não encontrámos essa dinâmica, já fiz saber aos jogadores. Nós temos apanhado mais chuva e mau tempo, talvez este calor tenha retirado energia à equipa, não foi pelo alívio na classificação. Este calor surpreendeu a equipa e talvez a tenha deixado um pouco amorfa. O Arouca com vantagem esteve mais tranquilo no jogo, tivemos boas situações no segundo tempo, devíamos ter sido mais acutilantes e hoje não foi o suficiente."

Solidariedade de treinadores e jogadores após o processo do Conselho de Disciplina da FPF: "Agradeço e envio um abraço sentido àqueles que se manifestaram através da comunicação social e muitos que mandaram mensagens a título pessoal. Enche-me de orgulho gente que considero muito e dos diversos quadrantes, que tiveram a preocupação de manifestar a sua solidariedade."

Sobre o processo: "É lamentável, algumas dessas pessoas que comentam em programas de televisão, conhecem-me e sabem que eu jamais participaria de manigâncias e truques. Também conheço o passado de alguns deles, do qual se devem envergonhar, eu não. Isto mexe comigo, tem sido difícil, tenho pais, tenho filhas e era a última coisa que esperava, aos 54 anos, ver o meu nome enlameado por gente habituada a andar na lama."