Jadson está confiante: "Vamos todos virar este jogo"

Jadson está confiante: "Vamos todos virar este jogo"
Hélio Nascimento

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Central do Portimonense relega o futebol para segundo plano, numa altura em que a saúde, a família e o bem-estar são prioritários.

Jadson, capitão do Portimonense, relega o futebol para segundo plano e está na frente da batalha para vencer esta crise. "Vamos todos virar este jogo", diz o brasileiro, de 28 anos e a cumprir a quinta época nos algarvios, sendo, naturalmente, um dos elementos com mais peso no balneário. "Esta é uma fase muito complicada, mas a única forma de a ultrapassar é ficarmos em casa e respeitar as indicações das autoridades", reconhece o central.
"Cada um por si, mas num programa que se estende a todo o grupo, treinamos o melhor possível para manter o estado físico, dentro das diretrizes que nos foram enviadas", conta Jadson, que, a exemplo dos companheiros, recebeu um plano específico de preparação, para fazer face ao surto pandémico que mudou a vida de todos nós.

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"Passo o tempo em casa, claro, juntamente com a família, que até me ajuda a treinar". Os filhos - uma menina de sete anos e um miúdo de ano e meio - e a mulher são as companhias permanentes. "Neste momento, que nada tem de bom, tento aproveitar o lado positivo", conta Jadson, referindo-se ao ambiente familiar e ao facto de até a esposa o auxiliar nas sessões de preparação, qual motivação extra para um dia a dia bem longe dos relvados. O resto da família vive no Brasil "e graças a Deus está tudo bem por lá", sustenta, com muito alívio à mistura.

"O vírus vai deixar marcas, não duvido, mas também acredito que tudo vai voltar ao normal. Vamos nós todos virar este jogo para voltarmos a fazer o que mais gostamos", prossegue Jadson, que coloca a saúde, a família e o bem-estar em primeiro lugar. "Adoramos o futebol, mas, agora, há coisas mais importantes. Temos de ultrapassar esta situação de pandemia para nos podermos focar, depois, no futebol e no campeonato", rejeitando a ideia de que o grupo esteja descrente. "Não acho. Quando voltarem os jogos - dentro das condições necessárias para os jogadores e para os adeptos - acredito na recuperação", conclui.

Ser totalista "é um bom sinal"

Com 24 jornadas realizadas, só há dois jogadores de campo totalistas em termos absolutos, por sinal dois centrais, o benfiquista Rúben Dias e Jadson, já que os outros seis são guarda-redes. "É gratificante e é também um sinal de que o trabalho tem sido bem feito. Sem lesões, tenho dado o melhor de mim, e, se Deus quiser, vou ajudar o clube a manter-se na I Liga", comenta o brasileiro.

Depois, mesmo relegando o futebol para plano secundário, não se furta a uma opinião sobre a má carreira. "Não tem corrido bem e nunca estivemos nesta situação, mas ainda temos hipóteses de dar a volta. Razões? São muitas e todos temos uma parcela de culpa".