A vida tranquila de Nakajima, a estrela japonesa do Portimonense

A vida tranquila de Nakajima, a estrela japonesa do Portimonense
Hélio Nascimento

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Com a deslocação ao Dragão por pano de fundo - e com a ajuda de um tradutor - o avançado de 23 anos do Portiminense, Shoya Nakajima, dá conta das primeiras impressões,

Shoya Nakajima é o homem do momento em Portimão, mercê dos dois golos obtidos frente ao Feirense, decisivos para o regresso às vitórias, e, também, face às boas exibições produzidas nos três jogos em que participou desde que, no fim do mercado de agosto, ingressou nos algarvios, emprestado pelo FC Tokyo.

Com a deslocação ao Dragão por pano de fundo - e com a ajuda de um tradutor - o avançado de 23 anos dá conta das primeiras impressões, agradecendo também à estrutura do Portimonense, que lhe proporcionou esta primeira experiência no futebol europeu. E revela que tinha outras propostas da Alemanha... mas as boas referências que recolheu do emblema algarvio falaram mais alto.

Como se entende com os companheiros e como percebe o treinador? Há tradutor ou a linguagem do futebol é universal?

No dia-a-dia tenho a ajuda do Ryuki, que também é japonês [companheiro de equipa que tem dupla nacionalidade], e, além disso, todos tentam de alguma maneira ajudar-me na comunicação, facilitando assim a minha convivência e a aprendizagem.

Esperava um sucesso assim logo que começou a jogar? Ou excede as melhores expetativas?

Tinha a esperança de um bom começo e de uma boa adaptação, mas o que me facilitou foi a maneira como fui aceite no grupo. Fiquei completamente à vontade para fazer bem o meu trabalho.

O que sentiu quando marcou os golos ao Feirense?

Todos os golos mostram alegria, mas estes, especialmente por acontecerem no nosso estádio, junto dos nossos adeptos, e por terem sido decisivos, deixaram-me ainda mais feliz.

Já lhe enviaram os parabéns do Japão?
Sim, foi imediato, recebi muitos parabéns de amigos e familiares pelos golos.

E agora, o que perspetiva para o jogo com o FC Porto?
Respeitamos a competência do FC Porto, que é um candidato, mas o nosso objetivo é realizar um grande jogo e somar pontos.

Foi fácil a adaptação ao futebol português?

Sim, graças ao bom ambiente encontrado no clube e proporcionado pelos companheiros e por todos os responsáveis.

O que acha do Portimonense e da cidade de Portimão?

A cidade ainda não conheço toda, mas parece-me uma linda cidade, com praias excelentes. Quanto ao Portimonense, vejo um clube em pleno crescimento, com uma ótima estrutura e um ambiente de trabalho excelentes.

Vive sozinho? Como passa os tempos livres?

Não, vivo com a esposa e temos um cão. Sou muito caseiro e passo os tempos livres essencialmente em casa, com a minha esposa.

Qual o grande objetivo, pessoal, para esta época?
Contribuir para a estabilidade do Portimonense e ajudar a conquistar todos os objetivos do clube, a permanência em especial. Quanto a mim, quero evoluir o mais possível.