"FC Porto? Só o facto de ter assinado pelo melhor clube do país..."

"FC Porto? Só o facto de ter assinado pelo melhor clube do país..."
Hélio Nascimento

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Ewerton parte para o Japão com gratas recordações na bagagem, incluindo ter assinado pelo FC Porto, "o maior clube do país", e ter sido campeão nos algarvios.

Ewerton deixa Portimão de coração cheio, depois de um período em que "tudo correu de forma maravilhosa". O médio brasileiro segue esta terça-feira para o Japão, para representar o Urawa Reds, garantindo que está "satisfeito e motivado" para esta nova etapa da sua carreira. Para trás fica uma época sensacional, a de 2017/18, em que ajudou o Portimonense a consolidar uma presença na I Liga e foi transferido para o FC Porto. "Só o facto de ter assinado pelo maior clube do país é motivo de enorme orgulho. Foi um passo grande, embora depois não tenha dado certo", assume, aludindo à dispensa de que então foi alvo. "O Sérgio Conceição queria outro tipo de jogadores, mas pronto, faz parte do futebol. O desalento passou depressa e voltei focado, contribuindo para esta boa primeira volta do Portimonense."

O jogador adianta que os números dos algarvios - 8.º lugar, com 24 pontos - podiam ainda ser melhores, em especial porque "perdemos pontos de modo inesperado, no início do campeonato, mas quando o plantel ficou fechado e completo mostrámos a nossa valia". Ewerton acredita que "a segunda volta será ainda melhor", elogiando "um grupo fantástico", devidamente apoiado pela equipa técnica e administração da SAD. "No domingo, despedi-me dos meus companheiros. É sempre ruim uma despedida, mas acabou por ser tranquilo. O Portimonense será sempre o meu clube e levo-o no coração. Deixo muitos amigos, mas não posso falar em mágoa, porque a vida é assim. A amizade continua e depois a gente se encontra", atira, assimilando num ápice as quase cinco épocas em que vestiu de alvinegro e as muitas conquistas, num total de 171 jogos e 15 golos, com a subida e o título de campeão nacional em destaque.

"Estou ansioso por começar a trabalhar. O futebol japonês é rápido e tecnicista e espero adaptar-me rapidamente", opina, confessando que pouco falou com Nakajima, que nesta altura segue um plano de tratamento mais afastado do plantel.