"FC Porto é o único grande a quem não ganhámos e a gente pensa nisso"

"FC Porto é o único grande a quem não ganhámos e a gente pensa nisso"
Hélio Nascimento

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Lucas Fernandes aponta ao jogo com o FC Porto, lutando pela titularidade, mesmo que para isso dificulte a vida do treinador em relação ao onze a escolher no regresso do campeonato.

Lucas Fernandes voltou ao Portimonense, agora a título definitivo, depois de na última época ter jogado na condição de emprestado pelo São Paulo. O médio brasileiro chegou numa altura em que a liga já tinha arrancado, mas, como vinha com algum ritmo, foi desde logo suplente utilizado por Folha contra Sporting e Moreirense. Agora, ao mesmo tempo que pisca o olho à titularidade, tem o foco na próxima jornada, na receção ao FC Porto, por sinal o único grande que saiu vitorioso de Portimão em 2018/19.

"É o único grande a quem ainda não ganhámos. A gente pensa nisso e quer mostrar que tem potencial para "bater de frente". Creio que podemos fazer um bom jogo e alcançar a desejada vitória", argumenta o jovem, de 22 anos. "Frente ao FC Porto vamos ter certamente mais espaço. Eles deixam jogar, e, como o míster Folha diz, temos hipóteses de mostrar um futebol de equipa grande. Todo o mundo gosta de participar nesses jogos e eu não fujo à regra. Titular? Há mais uma semana para trabalhar e quero deixar uma pulguinha na cabeça de Folha", atira Lucas, com uma gargalhada, prometendo lutar fortemente por um lugar no onze.

O médio criativo não estabelece qualquer relação com o facto de o Portimonense ter ganho a Benfica e Sporting e ter perdido com os dragões. "São jogos diferentes, com equipas diferentes, e cada jogo é um jogo. A dificuldade é a mesma, são 11 contra 11 e temos de resolver dentro das quatro linhas. É preciso definir detalhes, estudar bem o adversário e trabalhar no duro para obter um resultado positivo", acentua, não se esquecendo da total concentração que estes desafios pedem, até porque, na memória fresca, está o recente duelo com o Sporting, que aos cinco minutos já vencia por duas bolas. "Ainda hoje somos "cobrados" por isso. Não entrámos bem, mas demos tudo para minimizar os danos. A equipa vai entrar bem forte e tem tudo para ser um jogo muito melhor."

Depois dos Olímpicos, chegar à seleção principal é o sonho

Lucas Fernandes foi internacional olímpico pelo Brasil "graças ao Portimonense, que me abriu as portas", e o sonho, agora, é o de chegar à seleção principal. "Para isso ser possível, quero manter uma boa sequência de exibições e ajudar o clube, cujo projeto é o de continuar a lançar jovens", opina. A propósito, muitos dos reforços primam pela juventude, uma medida que o médio aprova, mesmo que isso aumente a concorrência, que ele rotula de "sadia e necessária numa época tão grande e exigente". Num plantel em que "a base se manteve", embora esteja mais equilibrado e com mais opções, Lucas considera que "todos vão ser importantes", facilitando uma eventual rotação e precavendo possíveis lesões ou castigos.

Boa forma valeu chamada à Canarinha

Lucas Fernandes tanto pode atuar a oito como a dez e diz que não tem preferência. "Gosto de jogar é ali no meio", garante, com a certeza de que com a bola nos pés ajuda a ditar as leis no meio-campo. De facto, o criativo, tecnicista por natureza, é forte nas bolas paradas e nas solicitações de rutura para os avançados. Não se importa de tentar o um para um, sempre em movimento e por norma em progressão, e, no decorrer da época passada, foi adquirindo conhecimento do processo defensivo.

Oriundo do São Paulo, onde desde cedo granjeou notoriedade nos escalões de formação, foi lançado por Folha, aos poucos, até que, na segunda metade de 2018/19, não só alcançou a titularidade como passou a ser peça fundamental da equipa. Realizou 30 jogos, marcou um golo e foi convocado para representar os olímpicos do Brasil em Toulon. Voltou ao tricolor, sempre "perseguido" pelos algarvios, que não se deixaram ultrapassar por sondagens ou propostas de outros emblemas - a meio de agosto foi anunciado a título definitivo e assinou por quatro anos.